quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Texto dissertativo ou artigo de opinião

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CARTA ABERTA AO SENHOR JOSÉ LUIZ DATENA


Senhor José Luiz Datena,

Sou telespectadora do seu programa, Brasil urgente, há 10 anos e sempre gostei das suas críticas sobre os acontecimentos que o senhor exibe na TV, mas no dia 27 de julho de 2010 foi ao ar um pedreiro que fuzilou um menino de 2 anos e depois foi dormir. Diante disso, o senhor fez algumas acusações contra a classe dos ateus. Segundo o senhor, “os ateus são pessoas sem limites, por isso matam”, “é só perguntar para esses bandidos que cometem barbaridades para ver que eles não acreditam em Deus”. Tais acusações precisam ser provadas.

Segundo uma reportagem da revista Superintessante, nos Estados Unidos foram registrados 4.392 casos de abuso sexual envolvendo padres nos últimos anos. Será que estes padres eram ateus, Datena? A justiça federal abriu ação penal para investigar Edir Macedo por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha, ou seja, pessoas que acreditam ou dizem que acreditam em Deus também cometem crimes, uns mais graves que outros. Portanto, a prática de crimes não é uma prerrogativa dos ateus.

O Brasil é um país laico, ou seja, é um país que é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, tratando todos os cidadãos igualmente independente de sua crença. Portanto, o senhor não tem o direito de criticar a escolha de religião de cada pessoa. O artigo 339 do código penal diz que para acusar alguém você tem que provar. Se for considerado calúnia, é crime. Então, o senhor tem que provar que todos os ateus são criminosos e que todos que acreditam em Deus não são. Todas as pessoas já pecaram alguma vez na vida, mas cabe a Deus julgar o tamanho do pecado.

É hora de parar de criticar o próximo e pensar na nossa própria vida. Deus olha o coração da pessoa, segundo a Bíblia.


De uma telespectadora católica

Amanda de Almeida Lopes


Natal, 19 de outubro de 2011

Amanda de Almeida

(aula particular - a aluna estuda no Overdose)

EM BUSCA DA PERFEIÇÃO

Considerado um drama, o filme “Cisne Negro” ocorre em torno de uma jovem bailarina chamada Nina (Natalie Portman), que deseja participar do grande espetáculo “O Lago dos Cisnes”, mas para isso precisa superar seus próprios limites para conseguir o papel do cisne negro. O desejo se torna obsessão, e Nina acaba entrando em um mundo, criado por ela mesma, de loucura, chegando até a um estado de total descontrole, fazendo até o impossível para atingir a perfeição.

A narrativa foi lançada no ano de 2011, levando muitas pessoas a salas de cinemas do mundo todo. Um drama caracterizado por fantasias e mistérios dá o ar de suspense à obra, convidando o publico a entrar em um mundo paranormal. O diretor Darren Aronofsky fez realmente um espetáculo, conseguindo juntar os passos delicados do balé, com intrigas, competição e drama psicológico, conduzindo o público a pensar como a bailarina e tentar entender a sua ideia fixa por aquele papel. Uma verdadeira fuga da realidade.

Além de produzir cenas sensuais, marcantes e intrigantes, o autor ainda consegue ir mais longe, na produção de um excelente figurino, belíssima maquiagem, impecável trilha sonora e montagens impressionantes. Essas e outras qualidades levaram o filme ao Oscar de 2011, conseguindo quatro taças: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz e melhor fotografia.

Realmente o “Cisne Negro” encantou a todos que o assistiram, porque havia o diferencial em relação a outros clássicos desse gênero. Mostrou até aonde vai a obsessão das pessoas quando almejam algo, mesmo que isto custe a loucura, ou até mesmo a própria vida.

Elaine Waleska

(CALL 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

DE BAIXO D'ÁGUA

A capital potiguar tem sido mais uma vítima das fortes e contínuas chuvas que vem ocorrendo. O comércio, as repartições públicas, hospitais, colégios e casas populares são apenas alguns dos inúmeros afetados. Poderíamos dizer que a natureza não está agindo a favor de Natal e que a culpa é totalmente dela. Mas, seria em parte uma grande ironia. Convenhamos, a cidade é completamente despreparada para arcar com essa ampla demanda de água.

Não precisa ser nenhum especialista no assunto para perceber que Natal carece de saneamento básico e de sistemas de escoamento, é “enfeitada” com vários buracos, e possui um crescimento desordenado no plano da urbanização, sem a mínima preocupação com a idéia do desenvolvimento sustentável, por exemplo.

Junto a isso, temos que ainda aceitar a lamentável realidade que grande parte da população é mal-educada e despreocupada com o meio ambiente. Basta ver a quantidade de lixo depositado nas ruas.

Certamente, os bueiros iriam entupir, carros iriam ficar submersos, tetos desabariam e atividades econômicas iriam ser interrompidas. Além disso, diante desses vários entraves que já foram citados, teríamos que enfrentar, muito provavelmente, pane no sistema elétrico, trânsito caótico, famílias desabrigadas, fora outras conseqüências que chuvas de grande intensidade provocam. Dificuldades indesejáveis, e ao mesmo tempo previsíveis

Entretanto, esse tipo de espetáculo poderia ser minimizado com uma boa conscientização dos cidadãos e um melhor investimento público. Temos que fazer por onde nossas ações não causem tantos impactos. E principalmente, o poder municipal precisa gerir e organizar sua atuação, focalizando objetivos concretos que diminuam o problema, estabelecendo regras e fazendo mudanças nas estruturas precárias da grande Natal. Antes que, literalmente, eles mesmos se afundem.

Marjorie Saunders

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

O Brasil possui uma língua oficial, o Português, que conseguiu se ramificar de tal forma a originar muitas variantes. A língua muda de face a partir da mudança do contexto histórico e principalmente devido à diferença entre classes sociais e regiões geográficas. A norma culta é, no entanto, a forma padrão da língua e a variante que deve ser usada e apresentada nas escolas aos jovens estudantes.

É fato que a norma culta da língua é a variante mais valorizada socialmente. É ela a exigida em concursos públicos, vestibulares, entrevistas de emprego, palestras sociais, julgamentos em tribunais, entre outros exemplos. Nestas situações, é muitas vezes inaceitável o uso da língua coloquial ou falada. Portanto, se a escola é responsável por formar cidadãos conscientes e competentes, preparando-os para o vestibular e para a vida, de uma maneira geral, é necessária a divulgação e apresentação da língua culta aos alunos. Caso contrário, o estudante provavelmente não saberia usar a linguagem correta e exigida em seu vestibular ou concurso, acabando por destruir o próprio futuro e a oportunidade de ir para a faculdade. Além disso, possivelmente o jovem sofreria preconceito por parte da sociedade, já que esta valoriza a língua culta.

Mesmo que apresente a língua culta aos alunos, preparando-os para o próprio futuro, a instituição escolar não deve, no decorrer do processo, ridicularizar ou desvalorizar a linguagem coloquial. É ela que usamos comumente em situações do dia-a-dia, tornando muito mais fácil e prática a comunicação entre as pessoas. Seu uso deve, no entanto, se restringir a tais situações e os educadores que compõem a escola devem ter isso em mente, sem, entretanto, cometerem o risco de passar aos alunos a ideia equivocada de que a norma culta é a única variante que deve ser usada socialmente.

O Brasil é uma nação bastante heterogênea. Possui descendentes indígenas, africanos, portugueses, além de muitos italianos, espanhóis e latinos. E isso, somado às grandes disparidades econômicas que apresenta, garantiu uma diversidade muito grande de variantes linguísticas, que são constantemente oprimidas pela língua culta. A instituição escolar deve ter uma importante função neste contexto, apresentando a norma culta aos alunos, mas não humilhando as outras variantes linguísticas. Dessa maneira, a escola serve como uma espécie de “meio termo” e ligação entre as ramificações do Português brasileiro, para que se mantenham unidas através do padrão da norma culta.

Joyce Dantas

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

domingo, 2 de outubro de 2011

HOMOFOBIA OU HIPOCRISIA

Imagine a situação: dois homossexuais saem de casa para visitar um lugar público onde em tese qualquer indivíduo tem o direito de freqüentar, e chegando lá são agredidos em um ato de homofobia. Essa cena tem se repetido corriqueiramente nos dias atuais sendo retratada até mesmo em novelas televisivas. O fato é que esse tipo de comportamento arrogante tem passado dos limites, e diante disso foi criado um projeto de lei com o objetivo de tornar crime a intolerância contra a orientação sexual de cada cidadão.

É comum indivíduos recorrerem à justiça quando se sentem ameaçados e desrespeitados. Ainda assim, vemos posições preconceituosas e que atingem a moral de outros cidadãos. Isso porque ainda não entendemos a relação crucial que existe entre direitos e deveres: é necessário cumprir estes para exigir aqueles. Atentar contra o direito do outro e, ao mesmo tempo, exigir respeito aos seus é hipocrisia.

Muitos homofóbicos afirmam que essa lei infringe a liberdade de expressão de quem não concorda com essa opção. No entanto, sabemos que esta não consiste no direito de ofender qualquer outro indivíduo que não concorde com essa escolha afetiva. Qualquer cidadão tem o direito de exprimir conclusões sobre qualquer assunto, desde que respeite as escolhas dos outros. A lei não será aprovada para criminalizar toda posição contrária à homoafetividade, e sim para garantir aos homossexuais o devido respeito ao qual todo cidadão tem direito.

Diante da proporção da violência contra esse grupo, é preciso tomar providências. As leis servem para estabelecer regras para uma convivência pacífica na sociedade, e a homofobia é um dos fatores que vêm perturbando isso. Logo, essa lei é necessária para fazer valer os direitos iguais, tornando crime esse atos de ignorância.

Lara Louise
(CALL, 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 8)

ESCOLAS: OFICINAS DA HUMANIDADE

Obter conhecimentos técnicos e científicos sobre vários assuntos têm se tornado cada vez mais necessário para se conquistar uma vaga no concorrido mercado de trabalho. Para isso, freqüentamos escolas, onde adquirimos informações necessárias para tornarmo-nos bons profissionais. Porém, seria esse o único papel das escolas?

É certo que as instituições educacionais também são responsáveis pela formação de cidadãos. Já que é onde aprendemos sobre a sociedade, seu processo histórico, e nosso papel dentro dela. É onde conseguimos, por exemplo, certa noção dos nossos direitos, como o voto, e deveres, como respeitar as leis. E, a partir desse conhecimento, passamos a exigi-los e exercê-los.

Além disso, a escola também influencia na vida social dos alunos. Tento em vista que é um ambiente onde passamos a aprender regras básicas de convivência com outros indivíduos. Não só durante o ensino básico, mas durante todo o período estudantil, as discussões e interações promovidas entre turmas forçam a partilha de informações e opiniões.

É preciso ressaltar que a escola não tem apenas uma, mas várias missões na formação do indivíduo. Além disso, tudo gira em torno da educação: a economia, política e até o meio ambiente. Só pessoas estudadas têm uma maior capacidade de fornecer meios para desenvolver esses setores. Por isso, é necessário investimentos maiores nessa área para que uma nação evolua. Afinal, não foi sem razão que Comenius opinou sobre as escolas: “São sem dúvida as oficinas da humanidade”

Lara Louise

(CALL 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 8)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ÁLCOOL, SÓ ACOMPANHADO DE RESPONSABILIDADE

Posso afirmar com veemência que há 15 anos o número de adolescentes entre 13 e 18 anos que ingeriam bebida alcoólica é consideravelmente menor que o número atual. Sair para beber com os amigos virou um programa normal para os adolescentes dessa faixa etária. Os pais veem isso com normalidade, quando na verdade é reflexo da imaturidade e tentativa de afirmação desses jovens.

O jovem é inserido nessa cultura do consumo de bebidas alcoólicas, muitas vezes quando nem sabe o que é isso. Seja influenciado pelo pai ou por qualquer outro familiar, aprende desde cedo que, de certa forma, beber lhe atribui status. Essa imagem errônea e "ilusória" que o jovem tem da bebida impede que ele veja que o consumo dela tem que vir acompanhado de maturidade e responsabilidade.

Todos aqueles que têm aceso ao álcool, independente da idade, sabe que o seu consumo imprudente pode desencadear uma série de consequências negativas; são milhares o número de acidentes automobilísticos envolvendo jovens (e vítimas inocentes, possivelmente), são inúmeros os casos de jovens alcoólatras, além daqueles que vão parar no hospital com quadros clínicos instáveis... Tudo isso ocasionado por o que inicialmente era considerado fonte de diversão. Além de tudo isso, o álcool pode ser o passaporte para um mundo "corrompido" que leva a pessoa para um "mundo" de outras substâncias e hábitos.

A responsabilidade necessária para o consumo de bebidas alcoólicas deve ser despertada no jovem dentro de casa, em sua família. As entidades responsáveis devem fazer sua parte, restringindo e controlando mais a venda desses produtos e procurando proporcionar aos jovens mais conhecimento sobre um assunto tão atual e polêmico. Se não, esse jovem vai crescer e se tornar um adulto inconsequente e mesmo com mais de 18 anos - idade mínima para que se possa comprar legalmente bebidas alcoólicas no Brasil - vai continuar sujeito às consequências negativas da droga que, mesmo lícita, mata mais do que qualquer outra.

Ana Beatriz Medeiros de Amorim
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

ORGULHO HÉTERO: VERGONHA NACIONAL

A Câmara Municipal de São Paulo aprova lei que cria Dia do Orgulho Hétero, de autoria do vereador Carlos Apolinário. É descabida a aprovação de um movimento heterossexual, uma vez que ninguém que se atrai pelo sexo oposto sofre opressão. É mesmo necessário uma manifestação que lute por todos os direitos e privilégios de um grupo se estes já são garantidos?

Movimentos contra a homofobia, preconceito e racismo são, de fato, manifestações que defendem direitos iguais e atendem à minoria da sociedade. Por esta razão, isso seria mais um motivo contra o dia do Orgulho Hétero, uma vez que os heterossexuais constituem a maior parte da população. A lei criadora desse movimento foi aprovada pressupondo que o heterossexual fosse discriminado; acredito que ninguém tenha visto um hétero sofrer bullying ou ser morto pelo simples fato de ser hétero.

É indubitável que essa manifestação está ocorrendo não só por reivindicações de direitos. Nota-se, - até pelo nome Dia do Orgulho Hétero-, que quem tem orgulho de ser hétero tem orgulho de não ser homossexual. O intuito do movimento pode até não ter sido homofóbico, mas, em fotos divulgadas na internet, havia pessoas nas ruas com cartazes que vetavam a homossexualidade. Com isso, conclui-se que o Dia do Orgulho Hétero luta bravamente pelos direitos e privilégios da maioria da população e, de quebra, com uma ideologia homofóbica. O mais assustador é que há milhares de participantes e que o projeto foi aprovado.

Assim, não há uma justificativa plausível para a aprovação dessa lei. Deveríamos nos conscientizar de que, se somos héteros, não precisamos de livros na seção de autoajuda e muito menos de manifestações, pois não nos discriminam por isso. Devemos utilizar os meios de comunicação ao nosso favor e ajudar os verdadeiros injustiçados e discriminados e, ao mesmo tempo, vetar o Dia do Orgulho Hétero com argumentos contra a homofobia.

Rafael Lisbôa
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 9)

domingo, 25 de setembro de 2011

SER A FAVOR DO ABORTO É SER CONTRA A VIDA

Muito se discute atualmente se o aborto deve ou não ser legalizado no Brasil. Em um mundo moderno e globalizado, a existência dessa prática reflete a falta de informação e a inconsequência que age sobre alguns. Antes de argumentarmos sobre a falta de condições de uma mãe criar o bebê ou quanto aos motivos que a fizeram "matar" aquela criança, devemos pensar no bebê, que não merece pagar pelo erro de seus progenitores.

Ser a favor do aborto é ser contra a vida, pois biologicamente, o feto é um ser vivo e humano e possui, ao menos no Brasil, direito à vida. Mãe e pai não são proprietários e estar grávida sem desejar a criança em um mundo globalizado e com tantos métodos de prevenção é uma irresponsabilidade desmedida, certamente provoca transtornos na vida da mulher. Os métodos abortivos são extremamente agressivos, mas além das marcas físicas, o aborto marca seu psicológico para sempre. A mãe tem livre arbítrio sobre seu corpo, mas não de seu filho, logo não pode abortá-lo, cometer um assassinato, para resolver seus problemas.

A legalização do aborto ocasionaria uma situação descontrolada, não solucionaria os aparentes problemas dessas famílias, pois as mães, as mulheres que abortam podem ter sequelas para o resto da sua vida, sendo um exemplo dessas a infertilidade. A situação descontrolada já citada seria resultado da maior frequência do sexo sem camisinha,m aumentando o indice de pessoas afetadas por doenças sexualmente transmissíveis. Não proponho apenas que o aborto deva ser legalizado, mas defendo também que se devam tomar medidas realmente eficientes para que clinicas clandestinas e modos inseguros de aborto sejam extintos, como campanhas de conscientização e fiscalizações bem planejadas.

A prática livre do aborto numa sociedade tão despreparada e inconsciente é inconsiderável. As crianças indesejadas deveriam ser adotadas por quem as quer de verdade, por quem tanto lutou por isso. Esses também seriam ofendidos e injustiçados pela legalização do aborto, pois querem filhos apesar do corpo inapto à procriação. Surpreende que haja tantos programas e campanhas a favor do aborto e tão poucas relacionadas a uma maior rapidez no processo de adoção. A criança merece uma vida digna e, principalmente, seu direito à vida preservado por seus progenitores, até que possa fazer suas escolhas e lidar com as consequências dos seus atos.

Ana Beatriz de Medeiros Amorim
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

domingo, 18 de setembro de 2011

CONHEÇA O GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO

CONHEÇA O GÊNERO RESENHA CRÍTICA

CONHEÇA O GÊNERO EDITORIAL

UM EXEMPLO DE CARTA ABERTA

PROPOSTAS DE REDAÇÃO

Caros alunos, estou postando propostas de redação que eu elaborei no ano de 2010 para as turmas de 1º e 2º ano do CALL. No geral, as propostas contemplam sobretudo o gênero CARTA ARGUMENTATIVA. Embora uma ou outra proposta possa ter perdido a atualidade, certamente a maioria ainda continua pertinente.

EIS O LINK:

Carta aberta

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Editorial

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REDAÇÃO DESTAQUE DO 2º PRÉ-SIMULADO 2011


Natal, 23 de agosto de 2011.

Prezada secretária da Mobilidade Urbana de Natal, Sra. Ana Elisabeth,

Faço parte de um grupo de assistentes sociais da cidade de Natal. Apesar de auto-denominados “assistentes sociais”, porque discutimos soluções para o bem geral da sociedade, nós, que compomos o grupo, somos economistas, investidores, profissionais da área biomédica e moradores de todas as grandes sub-regiões da cidade. Nas últimas semanas, temos dedicado nossas reuniões a discussões sobre possíveis conseqüências decorrentes do excesso de veículos e péssima acessibilidade na capital. Venho, então, a partir deste documento, representar os cidadãos natalenses e reivindicar ações concretas quanto à melhoria do transito na cidade de Natal.

Ao voltar do trabalho para casa, mais especificamente do bairro de Tirol para a zona sul da cidade, em Nova Parnamirim, realizo, em 1 hora e 10 minutos, um percurso que é facilmente realizado em 20 minutos quando não estamos em “horário de pico”. Já que toda cidade em crescimento, como a nossa capital, tem tendência a atrair a população rural para empregá-la em seus centros, deveria ter sido feita uma preparação estrutural da cidade para toda essa demanda populacional. Os bairros localizados na zona sul e na zona norte abrigam a maior parte da população empregada da capital. Devido a isso, considero uma enorme injustiça impedir que esses trabalhadores tenham acesso rápido à suas residências, onde eles têm a possibilidade única de descanso.

Outro ponto importante a ser lembrado é o grande evento de 2014. A senhora deve saber que, como cidade-sede da Copa do Mundo, Natal receberá um grande número de turistas e, consequentemente, haverá um considerável aumento no fluxo de veículos. Será uma grande oportunidade para atrair empresários. Todavia, se esses investidores conhecerem a nossa cidade, saberão que existe a grande possibilidade deles próprios permanecerem parados no trânsito, arrodeados por engarrafamentos nas principais avenidas da urbe – as mesmas que haviam sido construídas para facilitar a transição dentro da capital.

Certamente, seria prudente que a senhora, juntamente com os seus colaboradores, discutisse um novo planejamento, a fim de prevenir perda de investidores e, até mesmo, o processo inverso à urbanização. A melhoria da qualidade do transporte público – para a diminuição do fluxo de veículos nas ruas -, o reparo das principais rodovias e avenidas, a melhoria na condição das passarelas e faixas de travessias de pedestres e, principalmente, um replanejamento da acessibilidade nas vias internas de Natal devem ser realizados para que haja um bem-estar social e uma maior comodidade para os habitantes da capital norte-riograndense. Conto com a sua colaboração para a solução do problema.

Grato,

Cidadão Natalense.

Amanda Morais

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

BOA ALIMENTAÇÃO: COSTUME QUE VEM DO BERÇO

Há algum tempo, tem-se falado a respeito da influência das propagandas na alimentação das crianças. Os pais culpam a publicidade pelos maus hábitos alimentares dos seus filhos. Entretanto, esse é um tema que merece ser revisto e analisado de forma minuciosa, tendo em vista que as propagandas publicitárias têm a função de atrair o consumidor e não de obrigá-lo a comprar.

Apesar de a pesquisa realizada pela Datafolha levantar que “quase 80% dos pais acreditam que a publicidade de fast food e outros alimentos não saudáveis prejudicam os hábitos alimentares dos seus filhos”, é importante ressaltar o fato de o comportamento alimentar de uma criança, saudável ou não, depender, essencialmente, do esforço familiar, ou seja, da educação dada pelos pais. Isso quer dizer que o empenho da maioria dos meios midiáticos é secundário, quando comparado à presença da família. Além de que os infantes só consumem algo com o consentimento dos pais, isto é, o fato de ver a publicidade de um alimento pouco saudável não significa, obrigatoriamente, consumi-lo.

Dessa forma, vale salientar, ainda, que a imposição feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinava que propagandas de alimentos não saudáveis fossem acompanhadas de alertas para possíveis riscos à saúde, no caso de consumo excessivo, foi realmente desnecessária. Até porque não surtiria o efeito esperado (evitar o consumo exagerado), visto que o público-alvo desses produtos, como “fast food”, já possui um prévio conhecimento das consequências acarretadas pelo seu consumo.

Portanto, não se deve culpar a publicidade pelos maus hábitos alimentares da sociedade. As propagandas têm o principal objetivo de conquistar o consumidor e não de instruí-lo a como se alimentar, já que essa é a função dos pais. Cabe somente a eles formar consumidores regrados e conscientes.

Marjorie Saunders

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

COPA DE 2014 EM NATAL: MAIS UMA DOR DE CABEÇA

Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Natal. Essas são as doze capitais escolhidas para sediar a copa do mundo de 2014 no Brasil. Embora já faça dois anos, desde que o Brasil foi eleito país-sede para a competição, algumas cidades ainda não entraram no clima. Natal, por exemplo, agora que assinou o contrato para a construção do Estádio Arena das Dunas.

É certo que a localização geográfica é bastante favorável, já que Natal é a cidade-sede mais próxima da Europa, e a experiência de ser um grande pólo turístico ajuda para uma melhor avaliação no âmbito nacional. No entanto, ser de um destaque no setor do turismo não significa dizer que ela vai estar pronta para a copa 2014. Será necessário ir mais além, já que para ser uma cidade-sede precisa, também, de uma melhor infra-estrutura. O aeroporto da cidade, o Augusto Severo, até recebe vôos internacionais, porém o seu problema é que sua capacidade é incompatível com a demanda que está por vir.

Há quem acredite que a vinda da copa do Mundo para Natal impulsionará a melhoria tanto no sistema hospitalar, com a criação de novos hospitais, quanto na segurança da região metropolitana. Seguindo esse raciocínio, podemos afirmar que é necessário um evento de grande porte, como a copa do Mundo, para que os direitos, previstos na constituição brasileira, sejam postos em prática. Embora a copa de 2014 possa trazer benefícios, é dever do Estado garantir e promover os direitos dos cidadãos sempre, e não apenas quando lhe é conveniente.

Diante do que já foi exposto, constatamos que, para Natal, os benefícios que possam surgir não superam os malefícios. Isso porque os pontos positivos trazidos pelo investimento já deveriam ter sido feitos, como a melhoria no setor da saúde, da segurança e do transporte. Portanto, não devemos nos iludir com o que estão planejando fazer. Em vez disso, devemos observar e fiscalizar como o governo está de fato fazendo esse projeto.

Karinne Lucena de Sena

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mudar o Brasil: comece por você

Acelerar para assustar pedestres, fechar o outro veículo. Jogar lixo nas praias, dar festanças ignorando a lei do silêncio. Esses são alguns exemplos que traduzem a agressividade no trânsito e a falta de educação da elite brasileira. Sabemos que tais imprudentes ações estão sim presentes no comportamento de várias pessoas. Por isso, a palavra chave é: mudança.

É certo que a “ira de trânsito” é comum. Geralmente explicada pela pressa e pelo estresse que a vida moderna acarreta. As pessoas acabam descontando o nervosismo e os seus problemas nos outros. Xingam os motoristas, entram na vaga alheia e bloqueiam cruzamentos, por exemplo. Devemos, pois, pôr em prática valores como educação, respeito e tolerância. É muito importante saber manter a emoção sob controle, não mostrar descontentamento com os outros motoristas e ter, principalmente, muito equilíbrio e paciência ao dirigir um veículo. Autocontrole, civilidade e consciência são atos cada vez mais necessários à sobrevivência de condutores e pedestres no trânsito.

Além deste problema, existe a contínua ignorância proveniente da elite brasileira. Por crença na impunidade ou por indisciplina, ela simplesmente existe. Violam a legislação ambiental, inferiorizam os que não possuem o mesmo “poder”, como carros importados ou casas de luxo, e chegam até a agredir, seja verbal ou fisicamente, por acreditarem que dinheiro lhes dá o direito. Esses precisam, além de reeducação para respeitar o próximo, o ambiente e a vida, de punições. Elas já são previstas nas leis e é necessário que funcionem de fato, enquanto o diálogo e uma melhor convivência social e familiar não forem suficientes.

Dessa forma, como meio de ajudar a solucionar os problemas citados, temos que começar mudando as nossas próprias atitudes. Pôr a consciência, a disciplina e o respeito acima de qualquer desentendimento no trânsito ou diferença de posição social. Afinal, sozinhos podemos mudar as nossas próprias ações que, sem dúvida, contribuem para mudar o Brasil inteiro.

Marjorie Saunders
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

ENSINAR DE PERTO



Em um mundo marcado pela competitividade e pelo desenvolvimento acelerado, a única forma de acompanhá-lo é através do estudo. Estudo pesado, intenso e constante e acompanhado de perto torna o espaço no mundo, para o estudante, garantido. Educar à distância foge dos preceitos ditos antes, uma vez que a base do ensino a distância é composta por TVs, computadores e DVDs em vez do habitual e eficiente uso do caderno, livros, acompanhados de um professor ao lado.

O uso da tecnologia como peça de auxílio à educação é bastante vantajoso ao usuário. Porém, deve ser adotado apenas como fonte de auxílio, e não como instrumento que garanta o seu diploma e consequentemente a entrada no mercado de trabalho. Os cursos virtuais são atrativos e cheios de novidades, contudo não prendem totalmente a atenção do educando, ou, se prendem, não permite ao aluno ter um conhecimento que ultrapasse as fronteiras do vídeo-aula.

Na análise da relação professor-aluno, o ensino a distância se torna mais burocrático. Os alunos passam a interagir menos com o professor devido à tela de TV ou do computador que os separam. Acreditar que um ensino superficial e sutil é capaz de conduzir um estudante a um mercado de trabalho concorrente e cada vez mais específico e especializado, é um pensamento errôneo que permeia as mentes dos adeptos ao ensino a distância.

A assinatura do governador de São Paula para criar a Univesp (Universidade virtual do estado de São Paulo), um sistema de ensino superior a distância, condiz tanto com a democracia na qual as pessoas tenham liberdade de escolher a sua forma de educação como condiz com o retrocesso educacional nacional. A forma com que os universitários tem de se preparar para o trabalho deve ser em uma universidade concreta na qual os alunos entrem na sala, tenham um aprendizado ao vivo e um maior comprometimento com o conteúdo.

Contrariaria o meu discurso se os recursos virtuais fossem mais comprometidos com a educação, do que a própria universidade. Porém, a cultura tradicional mostra que o método que mais impulsiona os estudantes ao trabalho é a universidade. Além do estudo, é preciso estar em um ambiente propício para o contato com novas informações, e uma universidade garante isso, mas a tela de um computador ou de uma televisão não.

João Pedro Machado de Azevedo
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala )

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

OS VILÕES DA SAÚDE

Chocolates, tortas, empadas, refrigerantes, massas, doces. Esses são apenas alguns dos alimentos aos quais estamos acostumados a comer com culpa, já arrependidos pelos futuros quilos a mais na balança. No entanto, engordar não é a única consequência negativa que o exagero desse consumo causa, já que essas guloseimas também são extremamente prejudiciais à nossa saúde.

Alimentos ricos em gorduras, saturadas ou trans, calorias e colesterol são responsáveis por diversas doenças que atrapalham o bom funcionamento do nosso organismo. A arteriosclerose, por exemplo, é causada pelo acúmulo de gorduras, ingeridas na alimentação, nas artérias, entupindo-as e levando até mesmo à morte. Ademais, outros problemas como gastrite podem ser causados por maus hábitos alimentares e deixar o metabolismo dos indivíduos dependente de uma constante regulação na nutrição.

Além disso, devemos considerar que o alimento é "combustível" para todas as nossas atividades diárias, e que comer bem influi positivamente em todas as áreas do nosso organismo. É comprovado, por exemplo, que hábitos alimentares saudáveis contribuem até na prevenção do envelhecimento precoce evitando as tão temidas rugas.

Bons hábitos alimentares são necessários para o bom funcionamento do nosso metabolismo. Não é esperado que o consumo desse tipo de alimento nocivo acabe, apenas que se reduza, afinal, quem nunca caiu na tentação dos vilões da saúde?

Lara Louise
(CALL, 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 8)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

PARA FRENTE BRASIL, ESQUEÇA A SELEÇÃO

Bandeiras verde-amarelas, buzinas, ruas com uma decoração que exala patriotismo. Estes são alguns dos elementos que indicam a chegada do evento que une e cega boa parte da população brasileira: a Copa do Mundo. De quatro em quatro anos, o povo, completamente paralisado, deixa-se envolver pela magia do país do futebol e esquece-se do espetáculo circense rotineiramente em cartaz no Congresso Nacional. Enquanto o juiz não anuncia o fim da partida, todos os problemas econômicos, políticos e sociais são deletados das cabeças que temporariamente só tem espaço para gritar “gol”.

Esse ufanismo sazonal com jeitinho brasileiro não é de hoje. Durante o início da década de setenta, a nação encontrava-se eufórica, envolta em uma alegria que só poderia existir em um país tricampeão mundial. Mas, ao passo que o militar Médici estampava frases de alto teor patriota, como “Brasil: ame-o ou deixe-o”, torturava milhares de pessoas. Em uma época de repressão em todo o cenário nacional, a população mostrava-se completamente alheia a todas as mazelas que estavam encravadas em solo pátrio.

Num país em que a fome atinge os miseráveis, a violência ataca sem distinção social e a educação está realmente em um quadro negro, é lamentável que seus cidadãos só vistam a camisa verde-amarela nos anos de Copa. Se podemos nos aliar para torcer, por que não estamos unidos na luta em prol de melhores condições de vida para todo o povo? Na prática, ninguém parte para o ataque exigindo a melhoria da saúde pública ou reclama das inúmeras faltas cometidas pelos governantes.

Perante o caos notável na realidade brasileira, é preciso mais do que vibrar e comemorar quando a seleção faz um gol. É necessário que as pessoas lembrem-se de que são brasileiras mesmo depois que as chuteiras forem guardadas e o estádio estiver vazio. Torcer pelo seu país é mais que balançar a bandeira, é lutar constantemente para que ocorra o desenvolvimento. E se caso algum dia, nós tivermos verdadeiramente amor à pátria, não precisaremos esperar mais quatro anos para sentirmos orgulho dela.

Anny Gabriely
(CALL, 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 8)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

PROVAS DE AMOR

Uma demonstração de compaixão a pessoas até então desconhecidas. Um simples abraço, palavras de carinho e conforto, atenção a quem precisa. Atos de caridade como esses são cada vez mais necessários e importantes no difícil mundo em que vivemos. Não só porque eles geram a alegria de muitas pessoas, como também porque incentivam a sociedade a fazê-los também.

Muitos estabelecimentos não-governamentais como orfanatos e hospitais, são mantidos através de doações e ações voluntárias. Felizmente, pessoas caridosas frequentemente se voluntariam nessas instituições, se doam a elas completamente. Fazem a alegria de muitos enfermos e crianças, suprindo nem que por alguns instantes o carinho e a atenção que eles precisam tanto e muitas vezes não têm. Realizam tudo isso geralmente de graça e de boa vontade. Quem nunca viu um voluntário de uma ONG pedindo ajuda no ônibus? Vendendo coisas como canetas e cartões para arrecadar dinheiro? Eles realmente fazem de tudo para garantir o melhor para esses locais de ajuda e garantir a alegria desses indivíduos, que se encontram num momento especial e delicado de suas vidas.

No mundo atual, tornam-se cada vez mais raros atos de generosidade e compaixão. Dessa forma, os poucos exemplos de pessoas que se oferecem para serem voluntários em estabelecimentos sem ajuda do governo são essenciais. Além de todas as boas coisas que proporcionam, eles incentivam outros a se voluntariarem. Se um bonito exemplo é divulgado e reconhecido, outros irão querer ser valorizados pelos seus belos atos também.

Ações de voluntariedade e caridade revelam como o ser humano pode ser generoso, amoroso e ter compaixão pelo próximo. Ações que são cada vez mais raras e mais valorizadas atualmente. Que deveriam ser cada vez mais estimuladas através de campanhas do governo na mídia, escolas e locais de comunicação.

Camila Natasha

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 9)

NÃO É SÓ UMA BRINCADEIRA


Como muitos dos problemas atuais, o bullying nos foi apresentado sem ter nem mesmo uma denominação, não porque tenha surgido agora, mas porque a sociedade havia fechado os olhos para ele. Agressões orais e físicas - como humilhações "públicas", tapas e socos quando por parte de um grupo considerado "superior" contra o indivíduo - caracterizam o bullying. Este problema só foi levado a sério quando alunos e ex-alunos entraram armados nas escolas e abriram fogo contra crianças e adolescentes.

Decerto, a estratificação social nas escolas não é novidade. No período da adolescência, principalmente, há tempos em que os estudantes são divididos em populares (agressores, em sua maioria, "invejados" e "venerados") e impopulares (vítimas, em potencial). O que faz com que o bullying precise ser duramente combatido é que, como tudo o mais atualmente, as formas de agressão evoluíram. Agressões físicas passaram a ser muito frequentes e, também por isso, o bullying não pode ser visto como uma brincadeira que se limita à infância. Na fase característica das agressões, a vítima, assim como os agressores, estão procurando ser aceitas e, por isso, as aparentes brincadeiras marcam a vida do agredido, influem no seu crescimento e no adulto que virá a ser um dia.

Quem pratica o bullying pode vir a tornar-se um adulto problemático e, dessa forma, o que na adolescência era uma brincadeira pode causar a morte de um inocente, como por exemplo, o índio queimado por jovens alcoolizados há certo tempo, ou seja, uma pessoa foi morta por causa da intolerância às diferenças e a alienação desses jovens. A vítima do bullying carrega as marcas das agressões a que foi sujeita para o resto da vida, tornando-se uma pessoa fechada, isolada das demais, ou toda a agressão, toda a humilhação sofrida antes pode eclodir em um problema que surpreende a sociedade, nos mostrando que o bullying não é um problema que se encerra na escola. Exemplos desses casos são os alunos e ex-alunos que ferem gravemente estudantes nas escolas, detruindo não só a vida deles, mas a sua também.

As causas do bullying estão enraizadas em fatores que vão além dos muros das instituições escolares. Por exemplo, os padrões de beleza estabelecidos pela mídia é determinante para quem virá a ser o agressor e a vítima do bullying. É inaceitável que o governo e as entidades estudantis fiquem de braços cruzados vendo um problema que, evidentemente, abala nossos jovens passar de geração a geração. Campanhas e programas para conscientizar os agressores e amparar as vítimas devem ser incentivados.

O bullying não pode ser visto como uma brincadeira. Ser gordo ou ser magro, pobre ou rico, "feio" ou bonito, não torna ninguém melhor nem pior. Devemos nos colocar no lugar das vítimas, e talvez assim, casos como de jovens abrindo fogo contra estudantes, "descontando" o que passou no colégio e queima de índios, ou qualquer pessoa considerada diferente, possam ser evitados.

Ana Beatriz Amorim
(CALL, 1º e 2° anos, terça-feira, sala 08)

O QUE REALMENTE A ESCOLA É CAPAZ DE TRANSMITIR?

São pelo menos onze anos da vida dedicados aos estudos. No mínimo, quatro horas dentro de uma sala de aula. Cada vez mais cedo o indivíduo é matriculado em uma instituição de ensino. Diante disso, cabe a pergunta: qual é o papel da escola na sociedade moderna? Seria apenas o de transmitir conteúdos acadêmicos de disciplinas como português e matemática? É por essa razão que passamos tanto tempo diante de um professor?

Sem dúvidas, é papel da escola preparar o aluno para futuros desafios na sua vida acadêmica, como o ingresso no ensino superior. À primeira vista, pode parecer ao aluno que o ensino de muitos conteúdos de disciplinas como português e matemática não servem para nada. Mas, na verdade, são esses os conhecimentos necessários para que este possa desenvolver competências e habilidades que lhe serão úteis quando estiver fazendo uma faculdade. Por essa razão, não pode a escola eximir-se de cumprir esse papel.

No entanto, o papel da escola não se resume a isso. Ela deve também preparar o aluno para a vida. Há quem discorde dessa opinião, por achar que essa é a função exclusiva da família. De acordo com essa visão, são os pais os responsáveis por transmitir valores e princípios éticos e morais para seus filhos. Acontece que nestes novos tempos, quando cada vez mais os pais têm se ausentado do seio familiar, devido ao trabalho, deixando justamente de passar tais ensinamentos, cabe à escola assumir essa missão. Se a criança ou o jovem passa a maior parte do tempo nesse espaço, convivendo com outras pessoas, é lá que deve aprender valores como respeito e tolerância.

Diante de tudo isso, fica evidente que a escola tem duas importantes missões a cumprir: formar o aluno para o ensino superior e para o exercício da cidadania. No entanto, a falta de investimentos do governo na área da educação tem dificultado o cumprimento do papel das instituições de ensino. Somente professores capacitados e bem remunerados, entusiasmados pelo que fazem, proporcionarão aos alunos uma melhor qualidade de ensino. Infelizmente, essa realidade está longe de acontecer no Brasil.

Leonelson Davi
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)

SEGREDOS EM PARIS

Escritor com excelente habilidade para escrever livros de suspense, Dan Brown sempre consegue prender seus leitores da primeira à última página. Dentre seus livros, um dos mais polêmicos é O Código da Vinci (Editora Sextante, tradução: Celina Cavalcanti Falck-Cook, 423 páginas, 2004), por abordar uma história bastante séria sobre a Igreja Católica.

O livro é o segundo da série que conta a história do professor de simbologia religiosa Robert Langdon, da Universidade de Harvard. Após quase ter morrido no Vaticano, no livro anterior “Anjos e Demônios”, ele volta à tona, investigando dessa vez o assassinato do curador do Museu do Louvre, Jacques Saunière. Porém, antes de morrer, Saunière deixa algumas mensagens codificadas no local em que foi assassinado e, somente com a ajuda de sua neta, Sophie Neveu, Robert poderá desvendar essas mensagens.

Durante a trama, Robert e Sophie transformam-se em suspeitos do assassinato, sendo perseguidos depois por autoridades francesas, e ao mesmo tempo em detetives, descobrindo mistérios sobre a vida de Saunière, uma sociedade secreta e um segredo milenar sobre a Igreja Católica.

O livro apresenta diversas curiosidades, fatos sobre obras de arte, arquitetura e história geral. Porém, o que mais chama a atenção do leitor nesse livro é o mistério guardado por uma sociedade secreta. Esse fato gerou uma enorme repercussão quando descoberto na vida real, sendo retratado até por outros autores antes de Dan Brown.

O livro “O Código da Vinci” fascinou diversos leitores ao redor do mundo, teve sua história transformada em filme e chama a atenção do leitor para fatos pouco discutidos e conhecidos da sociedade, como símbolos, obras de arte e conspirações.

Roberta Souza

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)

AGRESSÃO NAS ESCOLAS: ONDE ESTÃO OS EDUCADORES?

Tem sido cada vez mais frequente ouvirmos falar sobre casos de agressão física e moral a jovens e crianças portadores de algum tipo de deficiência ou possuidores de qualquer outra característica que possa despertar a provocação dos agressores. O maior número de casos ocorre normalmente nas escolas, e isso é, de fato, preocupante. Onde estariam os educadores e responsáveis pelos alunos diante disso? Poucos parecem se manifestar. Por vezes, demonstram preferência por ficar isentos de qualquer responsabilidade pelo ocorrido. E será que esse é o papel da escola? Apenas ensinar o português e a matemática?

Na verdade, a função da escola vai bem além disso: Prepara os alunos para a vida, cabendo-lhes, inclusive, a correção moral para comportamentos como esse; considerando, principalmente, que a violência ocorre dentro do ambiente escolar, tornando-a de responsabilidade dos educadores.

Os jovens estão cada vez mais agressivos, intolerantes; não respeitam as diferenças do próximo e, muitas vezes, o consideram inferior devido a isso. Daí surgem as agressões, praticadas até como absurdo modo de diversão. As vítimas se tornam “brinquedos” nas mãos dos agressores, satisfazendo a cruel ânsia pela prática dos maus-tratos.

É algo que vem se tornando comum a ponto de praticamente fazer parte do nosso meio, e pouco se tem feito para que seja evitado.

Em geral, a educação é fundamental para isso. Pais e professores devem caminhar lado a lado, instruindo os jovens a serem solidários e exercerem a compaixão para com o próximo. Os professores e os demais educadores, em especial, devem estar mais presentes, dando a punição necessária ao executor de tal violência. Além disso, a melhoria da infra-estrutura das escolas seria outra forma de solucionar o problema, uma vez que as tornaria aptas a receberem alunos portadores de deficiência, fato que proporcionaria a inclusão de “especiais” em meio social.

Enfim, diferenças existem e devemos aprender a lidar com elas, respeitando o próximo tal qual ele é.

Amanda Michelly

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

domingo, 7 de agosto de 2011

UM DIA DE TIRAR O FÔLEGO

Quando Sidney Lumet, grande diretor estadunidense, desenvolveu 12 homens e uma sentença (12 Angry Men, 1957), já estava nítida sua sensacional habilidade para dirigir longas – metragens que, com um enredo simples, conseguiam envolver os espectadores com seus personagens bem construídos e bastante curiosos. Quase vinte anos mais tarde, Lumet repete essa façanha e faz mais uma obra-prima: Um dia de cão (Dog Day Afternoon, 1975). Uma história que, se vista sob uma ótica descuidada, pode até passar despercebida, mas ao analisá-la melhor, pode-se enxergar a construção psicológica cuidadosa dos personagens e os detalhes que são cruciais para o enriquecimento do filme.

Baseado em fatos reais ocorridos em 22 de agosto de 1972, o filme conta a história de Sonny Wortzik (Al Pacino) um típico cidadão americano, pai de família e desnorteado tentando encaixar-se no american way of life. O que faz de Sonny um homem diferetente é seu outro casamento com o homossexual Leon, um rapaz que quer a todo custo fazer uma operação para mudança de sexo, algo que custa em torno de três mil dólares. Desesperado, Sonny reuni-se ao amigo Sal (John Cazale) para roubar um banco e conseguir o dinheiro. O que era para durar apenas 10 minutos acaba se estendendo horas a fio e a dupla vê-se cercada por policiais, por agentes do FBI e pela mídia, que transforma tudo em um grande evento.

As minudências presentes em todo o longa fazem dele algo ainda mais profundo e foram estes detalhes tão significativos que contribuiram para que o roteiro de Frank Pierson ganhasse o Oscar de melhor roteiro original. Simples minúcias como a maneira que Sonny trata os funcionários, sempre de modo tão gentil, deixando as pessoas completamente à vontade dentro do banco, comprovam que a dupla de assaltantes não queria machcucar ninguém. Aliás, com atitudes como essa, o personagem de Pacino permite que passemos a tratá-lo como bom moço, os espectadores torcem para ele e mal se dão conta de que na verdade é um criminoso. Outro detalhe que auxilia a narrativa é a característica marcante de Sal sempre tentando certificar as emissoras de que ele não é homossexual, o que gera uma situação cômica que acaba quebrando a tensão constante no filme.

A construção do longa é tão bem trabalhada que Um dia de cão não tem sequer uma música para realçar as emoções. Isso ocorre simplesmente porque não é necessária a presença de uma trilha sonora, as sequências, por si só, já são tensas o suficiente e qualquer complemento pode ser facilmente dispensado. Com uma montagem de boa desenvoltura, o filme mostra-se na maioria do tempo de duração nunca entediante.

Por fim, Lumet transforma a trágica história real em um execelente filme, provando mais uma vez que é bastante qualificado para exercer sua função de diretor. Um dia de cão com certeza merece atenção e é um longa que não pode deixar de ser assistido.

Anny Gabriely

(CALL, 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 08)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CELULAR NA AULA: FALHA NA TRANSMISSÃO


Sala de aula. Um local onde aprendemos tudo que precisamos para no futuro termos um bom e digno trabalho. Porém, um comportamento tornou-se bem comum dentro desse espaço: o uso de celulares durante a aula. Tal comportamento incomoda muito o professor, que muitas vezes tem que parar a aula e reclamar com o aluno. Este, julgando-se dono da razão, acha que o celular não atrapalha e que é implicância do professor ou da escola. No entanto, está terrivelmente enganado.

É fato que atualmente os celulares são providos de diversos aplicativos. Há tempos que ele deixou de ser usado apenas para ligações. TV, jogos, internet, tudo isso atrai a atenção do aluno, distraindo-o e fazendo-o achar a aula uma coisa chata e monótona. Estudar pode até não ser tão interessante quanto manusear um celular, mas é necessário para nossa formação como cidadãos e profissionais. Daí o perigo desse aparelho em sala de aula.

Além de distrair a atenção do aluno, tal aparelho pode atrapalhar também a turma, uma vez que quando toca causa tumulto na aula. Aqueles que querem aprender acabam sendo prejudicados e até o professor, por perder a linha do pensamento.

Percebemos claramente que o celular é um péssimo instrumento se usado durante a aula. Espera-se que família e escola unam-se no combate ao seu uso. Para isso os pais devem conscientizar seus filhos de que o uso do celular durante a aula é incoerente, e a escola, por sua vez, deve ser mais rígida quanto a isso. Sendo assim, os alunos poderão se preparar adequadamente para o futuro, sem serem atrapalhados por pequenas distrações como o celular.

Lucas Freire
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

domingo, 17 de julho de 2011

AS MULHERES NO PODER

De uns tempos para cá, as mulheres estão aumentando a sua participação no mundo, ou seja, uma nova geração de mulheres está chegando ao poder em sociedades nas quais isso era impensável até pouco tempo atrás. Não só porque há mulheres na política, mas também os números de damas nos negócios vêm crescendo. Além de elas estarem em busca de uma instrução cada vez melhor.

Com a chegada de Dilma Rousseff à presidência da república a história do país muda e esse fato está, é claro, muito longe de ser insólito. Além de Dilma, existem muitas outras presidentes, como no Chile Michelle Bachelet é a primeira mulher a presidir um país latino-americano sem ter herdado o poder do marido. Sem contar Hillary Clinton, dos EUA.

Nos negócios, aproximadamente 25% dos cargos de chefia são exercidos por mulheres no mundo, segundo dados da consultoria The Grant Thornton International Business Report, baseados em informações referentes a empresas privadas em 36 países em 2009. No caso do Brasil, especificamente, tem 21% de mulheres chefes.

Em relação à formação acadêmica, entre 1996 e 2008, o número de homens com doutorado é maior que o de mulheres. Mas, desde 2004, as mulheres superam os homens na obtenção anual de títulos de doutorado no Brasil.

Hoje as mulheres são 100 milhões de trabalhadoras em toda a América Latina e Caribe. Além da inserção das mulheres no mercado de trabalho, outra mudança é visível nas famílias, causada principalmente por profundas transformações sociais e demográficas. Houve um incremento de domicílios com apenas uma pessoa responsável, quase sempre uma mulher, um menor número de filhos e o aumento de pessoas.

Portanto, em todas as áreas da atividade humana a mulher vem se destacando. Alguns setores que até há pouco eram tidos como de inteiro domínio masculino, foram desmistificados e hoje são administrados, dirigidos e chefiados por mulheres de inquestionável sucesso e competência. Desta forma, está evidente o crescimento da participação da mulher nas atividades políticas e principalmente nas atividades econômicas, sejam públicas ou privadas. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego demonstram que entre 2006 e 2010 as mulheres predominavam e agora continuam a predominar na Administração Pública, Defesa e Seguridade Social.

Taíla Maciel

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 9)

PALMADA SIM, AGRESSÃO NÃO!

Atire a primeira pedra quem, na infância, nunca levou umas boas palmadinhas. Notas baixas, vidros quebrados, desobediências...Esses são apenas alguns dos motivos que levam os pais a baterem, com o intuito de educar e impor limites aos seus filhos. O projeto de leu que foi enviada ao congresso pelo Ex-presidente do Brasil.Luiz Inácio Lula da Silva, a “lei da palmada” que impõe a proibição aos pais de baterem nos seus filhos, está causando muita polêmica. Alguém pode imaginar uma criança indo á delegacia de polícia para denunciar os próprios pais por ter levado uma tapa?

É certo que os também já foram crianças e, boa parte deles, apanharam na infância. Alguns optaram por não reproduzir o mesmo recurso pedagógico, mas outros sim, porque acreditam que foi benéfico para eles, impondo limites e ensinamentos. Sem essas tapas, beliscões e palmadas não saberiam o que é o certo e o errado. Talvez eles não fossem hoje pessoas educadas e disciplinadas se não houvessem levado aquela tapinha.
Além do mais, essa lei agride a liberdade dos pais de educarem seus filhos do modo que julguem correto. O Estado não pode intervir nessa forma de educação, visto que esse é o papel da família na formação do individuo. Por exemplo, as dificuldades sociais e psicológicas de cada pessoa não são perceptíveis ao Estado. Por essa razão, cabe somente aos pais ensinarem os filhos, já que os conhecem e convivem com eles.

Não obstante, devemos ressaltar que espancar qualquer que seja o individuo é crime, e que já existe o Código Penal, que pune severamente esses criminosos. Os pais só devem compreender a diferença entre espancar e dá uma palmada. É totalmente aceitável o castigo para aquela criança que, por exemplo, quebra um jarro e que tinha sido previamente avisada de que aquilo é errado.

Enfim, para serem excelentes pais, só precisam entender que as crianças e adolescentes têm suas próprias vontades e que nem sempre o modo como eles pensam é o mesmo modo como os filhos pensam, aliás, são tempos diferentes e todos somos diferentes. É claro que deve ter previamente um diálogo. Caso esse método não ocorra com sucesso, uma tapinha cai bem. Como dizem as pessoas mais experientes: “A mão que dá carinho é a mesma que dá palmada”.

Elaine Waleska

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)