domingo, 18 de setembro de 2011

COPA DE 2014 EM NATAL: MAIS UMA DOR DE CABEÇA

Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Natal. Essas são as doze capitais escolhidas para sediar a copa do mundo de 2014 no Brasil. Embora já faça dois anos, desde que o Brasil foi eleito país-sede para a competição, algumas cidades ainda não entraram no clima. Natal, por exemplo, agora que assinou o contrato para a construção do Estádio Arena das Dunas.

É certo que a localização geográfica é bastante favorável, já que Natal é a cidade-sede mais próxima da Europa, e a experiência de ser um grande pólo turístico ajuda para uma melhor avaliação no âmbito nacional. No entanto, ser de um destaque no setor do turismo não significa dizer que ela vai estar pronta para a copa 2014. Será necessário ir mais além, já que para ser uma cidade-sede precisa, também, de uma melhor infra-estrutura. O aeroporto da cidade, o Augusto Severo, até recebe vôos internacionais, porém o seu problema é que sua capacidade é incompatível com a demanda que está por vir.

Há quem acredite que a vinda da copa do Mundo para Natal impulsionará a melhoria tanto no sistema hospitalar, com a criação de novos hospitais, quanto na segurança da região metropolitana. Seguindo esse raciocínio, podemos afirmar que é necessário um evento de grande porte, como a copa do Mundo, para que os direitos, previstos na constituição brasileira, sejam postos em prática. Embora a copa de 2014 possa trazer benefícios, é dever do Estado garantir e promover os direitos dos cidadãos sempre, e não apenas quando lhe é conveniente.

Diante do que já foi exposto, constatamos que, para Natal, os benefícios que possam surgir não superam os malefícios. Isso porque os pontos positivos trazidos pelo investimento já deveriam ter sido feitos, como a melhoria no setor da saúde, da segurança e do transporte. Portanto, não devemos nos iludir com o que estão planejando fazer. Em vez disso, devemos observar e fiscalizar como o governo está de fato fazendo esse projeto.

Karinne Lucena de Sena

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mudar o Brasil: comece por você

Acelerar para assustar pedestres, fechar o outro veículo. Jogar lixo nas praias, dar festanças ignorando a lei do silêncio. Esses são alguns exemplos que traduzem a agressividade no trânsito e a falta de educação da elite brasileira. Sabemos que tais imprudentes ações estão sim presentes no comportamento de várias pessoas. Por isso, a palavra chave é: mudança.

É certo que a “ira de trânsito” é comum. Geralmente explicada pela pressa e pelo estresse que a vida moderna acarreta. As pessoas acabam descontando o nervosismo e os seus problemas nos outros. Xingam os motoristas, entram na vaga alheia e bloqueiam cruzamentos, por exemplo. Devemos, pois, pôr em prática valores como educação, respeito e tolerância. É muito importante saber manter a emoção sob controle, não mostrar descontentamento com os outros motoristas e ter, principalmente, muito equilíbrio e paciência ao dirigir um veículo. Autocontrole, civilidade e consciência são atos cada vez mais necessários à sobrevivência de condutores e pedestres no trânsito.

Além deste problema, existe a contínua ignorância proveniente da elite brasileira. Por crença na impunidade ou por indisciplina, ela simplesmente existe. Violam a legislação ambiental, inferiorizam os que não possuem o mesmo “poder”, como carros importados ou casas de luxo, e chegam até a agredir, seja verbal ou fisicamente, por acreditarem que dinheiro lhes dá o direito. Esses precisam, além de reeducação para respeitar o próximo, o ambiente e a vida, de punições. Elas já são previstas nas leis e é necessário que funcionem de fato, enquanto o diálogo e uma melhor convivência social e familiar não forem suficientes.

Dessa forma, como meio de ajudar a solucionar os problemas citados, temos que começar mudando as nossas próprias atitudes. Pôr a consciência, a disciplina e o respeito acima de qualquer desentendimento no trânsito ou diferença de posição social. Afinal, sozinhos podemos mudar as nossas próprias ações que, sem dúvida, contribuem para mudar o Brasil inteiro.

Marjorie Saunders
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

ENSINAR DE PERTO



Em um mundo marcado pela competitividade e pelo desenvolvimento acelerado, a única forma de acompanhá-lo é através do estudo. Estudo pesado, intenso e constante e acompanhado de perto torna o espaço no mundo, para o estudante, garantido. Educar à distância foge dos preceitos ditos antes, uma vez que a base do ensino a distância é composta por TVs, computadores e DVDs em vez do habitual e eficiente uso do caderno, livros, acompanhados de um professor ao lado.

O uso da tecnologia como peça de auxílio à educação é bastante vantajoso ao usuário. Porém, deve ser adotado apenas como fonte de auxílio, e não como instrumento que garanta o seu diploma e consequentemente a entrada no mercado de trabalho. Os cursos virtuais são atrativos e cheios de novidades, contudo não prendem totalmente a atenção do educando, ou, se prendem, não permite ao aluno ter um conhecimento que ultrapasse as fronteiras do vídeo-aula.

Na análise da relação professor-aluno, o ensino a distância se torna mais burocrático. Os alunos passam a interagir menos com o professor devido à tela de TV ou do computador que os separam. Acreditar que um ensino superficial e sutil é capaz de conduzir um estudante a um mercado de trabalho concorrente e cada vez mais específico e especializado, é um pensamento errôneo que permeia as mentes dos adeptos ao ensino a distância.

A assinatura do governador de São Paula para criar a Univesp (Universidade virtual do estado de São Paulo), um sistema de ensino superior a distância, condiz tanto com a democracia na qual as pessoas tenham liberdade de escolher a sua forma de educação como condiz com o retrocesso educacional nacional. A forma com que os universitários tem de se preparar para o trabalho deve ser em uma universidade concreta na qual os alunos entrem na sala, tenham um aprendizado ao vivo e um maior comprometimento com o conteúdo.

Contrariaria o meu discurso se os recursos virtuais fossem mais comprometidos com a educação, do que a própria universidade. Porém, a cultura tradicional mostra que o método que mais impulsiona os estudantes ao trabalho é a universidade. Além do estudo, é preciso estar em um ambiente propício para o contato com novas informações, e uma universidade garante isso, mas a tela de um computador ou de uma televisão não.

João Pedro Machado de Azevedo
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala )

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

OS VILÕES DA SAÚDE

Chocolates, tortas, empadas, refrigerantes, massas, doces. Esses são apenas alguns dos alimentos aos quais estamos acostumados a comer com culpa, já arrependidos pelos futuros quilos a mais na balança. No entanto, engordar não é a única consequência negativa que o exagero desse consumo causa, já que essas guloseimas também são extremamente prejudiciais à nossa saúde.

Alimentos ricos em gorduras, saturadas ou trans, calorias e colesterol são responsáveis por diversas doenças que atrapalham o bom funcionamento do nosso organismo. A arteriosclerose, por exemplo, é causada pelo acúmulo de gorduras, ingeridas na alimentação, nas artérias, entupindo-as e levando até mesmo à morte. Ademais, outros problemas como gastrite podem ser causados por maus hábitos alimentares e deixar o metabolismo dos indivíduos dependente de uma constante regulação na nutrição.

Além disso, devemos considerar que o alimento é "combustível" para todas as nossas atividades diárias, e que comer bem influi positivamente em todas as áreas do nosso organismo. É comprovado, por exemplo, que hábitos alimentares saudáveis contribuem até na prevenção do envelhecimento precoce evitando as tão temidas rugas.

Bons hábitos alimentares são necessários para o bom funcionamento do nosso metabolismo. Não é esperado que o consumo desse tipo de alimento nocivo acabe, apenas que se reduza, afinal, quem nunca caiu na tentação dos vilões da saúde?

Lara Louise
(CALL, 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 8)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

PARA FRENTE BRASIL, ESQUEÇA A SELEÇÃO

Bandeiras verde-amarelas, buzinas, ruas com uma decoração que exala patriotismo. Estes são alguns dos elementos que indicam a chegada do evento que une e cega boa parte da população brasileira: a Copa do Mundo. De quatro em quatro anos, o povo, completamente paralisado, deixa-se envolver pela magia do país do futebol e esquece-se do espetáculo circense rotineiramente em cartaz no Congresso Nacional. Enquanto o juiz não anuncia o fim da partida, todos os problemas econômicos, políticos e sociais são deletados das cabeças que temporariamente só tem espaço para gritar “gol”.

Esse ufanismo sazonal com jeitinho brasileiro não é de hoje. Durante o início da década de setenta, a nação encontrava-se eufórica, envolta em uma alegria que só poderia existir em um país tricampeão mundial. Mas, ao passo que o militar Médici estampava frases de alto teor patriota, como “Brasil: ame-o ou deixe-o”, torturava milhares de pessoas. Em uma época de repressão em todo o cenário nacional, a população mostrava-se completamente alheia a todas as mazelas que estavam encravadas em solo pátrio.

Num país em que a fome atinge os miseráveis, a violência ataca sem distinção social e a educação está realmente em um quadro negro, é lamentável que seus cidadãos só vistam a camisa verde-amarela nos anos de Copa. Se podemos nos aliar para torcer, por que não estamos unidos na luta em prol de melhores condições de vida para todo o povo? Na prática, ninguém parte para o ataque exigindo a melhoria da saúde pública ou reclama das inúmeras faltas cometidas pelos governantes.

Perante o caos notável na realidade brasileira, é preciso mais do que vibrar e comemorar quando a seleção faz um gol. É necessário que as pessoas lembrem-se de que são brasileiras mesmo depois que as chuteiras forem guardadas e o estádio estiver vazio. Torcer pelo seu país é mais que balançar a bandeira, é lutar constantemente para que ocorra o desenvolvimento. E se caso algum dia, nós tivermos verdadeiramente amor à pátria, não precisaremos esperar mais quatro anos para sentirmos orgulho dela.

Anny Gabriely
(CALL, 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 8)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

PROVAS DE AMOR

Uma demonstração de compaixão a pessoas até então desconhecidas. Um simples abraço, palavras de carinho e conforto, atenção a quem precisa. Atos de caridade como esses são cada vez mais necessários e importantes no difícil mundo em que vivemos. Não só porque eles geram a alegria de muitas pessoas, como também porque incentivam a sociedade a fazê-los também.

Muitos estabelecimentos não-governamentais como orfanatos e hospitais, são mantidos através de doações e ações voluntárias. Felizmente, pessoas caridosas frequentemente se voluntariam nessas instituições, se doam a elas completamente. Fazem a alegria de muitos enfermos e crianças, suprindo nem que por alguns instantes o carinho e a atenção que eles precisam tanto e muitas vezes não têm. Realizam tudo isso geralmente de graça e de boa vontade. Quem nunca viu um voluntário de uma ONG pedindo ajuda no ônibus? Vendendo coisas como canetas e cartões para arrecadar dinheiro? Eles realmente fazem de tudo para garantir o melhor para esses locais de ajuda e garantir a alegria desses indivíduos, que se encontram num momento especial e delicado de suas vidas.

No mundo atual, tornam-se cada vez mais raros atos de generosidade e compaixão. Dessa forma, os poucos exemplos de pessoas que se oferecem para serem voluntários em estabelecimentos sem ajuda do governo são essenciais. Além de todas as boas coisas que proporcionam, eles incentivam outros a se voluntariarem. Se um bonito exemplo é divulgado e reconhecido, outros irão querer ser valorizados pelos seus belos atos também.

Ações de voluntariedade e caridade revelam como o ser humano pode ser generoso, amoroso e ter compaixão pelo próximo. Ações que são cada vez mais raras e mais valorizadas atualmente. Que deveriam ser cada vez mais estimuladas através de campanhas do governo na mídia, escolas e locais de comunicação.

Camila Natasha

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 9)

NÃO É SÓ UMA BRINCADEIRA


Como muitos dos problemas atuais, o bullying nos foi apresentado sem ter nem mesmo uma denominação, não porque tenha surgido agora, mas porque a sociedade havia fechado os olhos para ele. Agressões orais e físicas - como humilhações "públicas", tapas e socos quando por parte de um grupo considerado "superior" contra o indivíduo - caracterizam o bullying. Este problema só foi levado a sério quando alunos e ex-alunos entraram armados nas escolas e abriram fogo contra crianças e adolescentes.

Decerto, a estratificação social nas escolas não é novidade. No período da adolescência, principalmente, há tempos em que os estudantes são divididos em populares (agressores, em sua maioria, "invejados" e "venerados") e impopulares (vítimas, em potencial). O que faz com que o bullying precise ser duramente combatido é que, como tudo o mais atualmente, as formas de agressão evoluíram. Agressões físicas passaram a ser muito frequentes e, também por isso, o bullying não pode ser visto como uma brincadeira que se limita à infância. Na fase característica das agressões, a vítima, assim como os agressores, estão procurando ser aceitas e, por isso, as aparentes brincadeiras marcam a vida do agredido, influem no seu crescimento e no adulto que virá a ser um dia.

Quem pratica o bullying pode vir a tornar-se um adulto problemático e, dessa forma, o que na adolescência era uma brincadeira pode causar a morte de um inocente, como por exemplo, o índio queimado por jovens alcoolizados há certo tempo, ou seja, uma pessoa foi morta por causa da intolerância às diferenças e a alienação desses jovens. A vítima do bullying carrega as marcas das agressões a que foi sujeita para o resto da vida, tornando-se uma pessoa fechada, isolada das demais, ou toda a agressão, toda a humilhação sofrida antes pode eclodir em um problema que surpreende a sociedade, nos mostrando que o bullying não é um problema que se encerra na escola. Exemplos desses casos são os alunos e ex-alunos que ferem gravemente estudantes nas escolas, detruindo não só a vida deles, mas a sua também.

As causas do bullying estão enraizadas em fatores que vão além dos muros das instituições escolares. Por exemplo, os padrões de beleza estabelecidos pela mídia é determinante para quem virá a ser o agressor e a vítima do bullying. É inaceitável que o governo e as entidades estudantis fiquem de braços cruzados vendo um problema que, evidentemente, abala nossos jovens passar de geração a geração. Campanhas e programas para conscientizar os agressores e amparar as vítimas devem ser incentivados.

O bullying não pode ser visto como uma brincadeira. Ser gordo ou ser magro, pobre ou rico, "feio" ou bonito, não torna ninguém melhor nem pior. Devemos nos colocar no lugar das vítimas, e talvez assim, casos como de jovens abrindo fogo contra estudantes, "descontando" o que passou no colégio e queima de índios, ou qualquer pessoa considerada diferente, possam ser evitados.

Ana Beatriz Amorim
(CALL, 1º e 2° anos, terça-feira, sala 08)

O QUE REALMENTE A ESCOLA É CAPAZ DE TRANSMITIR?

São pelo menos onze anos da vida dedicados aos estudos. No mínimo, quatro horas dentro de uma sala de aula. Cada vez mais cedo o indivíduo é matriculado em uma instituição de ensino. Diante disso, cabe a pergunta: qual é o papel da escola na sociedade moderna? Seria apenas o de transmitir conteúdos acadêmicos de disciplinas como português e matemática? É por essa razão que passamos tanto tempo diante de um professor?

Sem dúvidas, é papel da escola preparar o aluno para futuros desafios na sua vida acadêmica, como o ingresso no ensino superior. À primeira vista, pode parecer ao aluno que o ensino de muitos conteúdos de disciplinas como português e matemática não servem para nada. Mas, na verdade, são esses os conhecimentos necessários para que este possa desenvolver competências e habilidades que lhe serão úteis quando estiver fazendo uma faculdade. Por essa razão, não pode a escola eximir-se de cumprir esse papel.

No entanto, o papel da escola não se resume a isso. Ela deve também preparar o aluno para a vida. Há quem discorde dessa opinião, por achar que essa é a função exclusiva da família. De acordo com essa visão, são os pais os responsáveis por transmitir valores e princípios éticos e morais para seus filhos. Acontece que nestes novos tempos, quando cada vez mais os pais têm se ausentado do seio familiar, devido ao trabalho, deixando justamente de passar tais ensinamentos, cabe à escola assumir essa missão. Se a criança ou o jovem passa a maior parte do tempo nesse espaço, convivendo com outras pessoas, é lá que deve aprender valores como respeito e tolerância.

Diante de tudo isso, fica evidente que a escola tem duas importantes missões a cumprir: formar o aluno para o ensino superior e para o exercício da cidadania. No entanto, a falta de investimentos do governo na área da educação tem dificultado o cumprimento do papel das instituições de ensino. Somente professores capacitados e bem remunerados, entusiasmados pelo que fazem, proporcionarão aos alunos uma melhor qualidade de ensino. Infelizmente, essa realidade está longe de acontecer no Brasil.

Leonelson Davi
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)

SEGREDOS EM PARIS

Escritor com excelente habilidade para escrever livros de suspense, Dan Brown sempre consegue prender seus leitores da primeira à última página. Dentre seus livros, um dos mais polêmicos é O Código da Vinci (Editora Sextante, tradução: Celina Cavalcanti Falck-Cook, 423 páginas, 2004), por abordar uma história bastante séria sobre a Igreja Católica.

O livro é o segundo da série que conta a história do professor de simbologia religiosa Robert Langdon, da Universidade de Harvard. Após quase ter morrido no Vaticano, no livro anterior “Anjos e Demônios”, ele volta à tona, investigando dessa vez o assassinato do curador do Museu do Louvre, Jacques Saunière. Porém, antes de morrer, Saunière deixa algumas mensagens codificadas no local em que foi assassinado e, somente com a ajuda de sua neta, Sophie Neveu, Robert poderá desvendar essas mensagens.

Durante a trama, Robert e Sophie transformam-se em suspeitos do assassinato, sendo perseguidos depois por autoridades francesas, e ao mesmo tempo em detetives, descobrindo mistérios sobre a vida de Saunière, uma sociedade secreta e um segredo milenar sobre a Igreja Católica.

O livro apresenta diversas curiosidades, fatos sobre obras de arte, arquitetura e história geral. Porém, o que mais chama a atenção do leitor nesse livro é o mistério guardado por uma sociedade secreta. Esse fato gerou uma enorme repercussão quando descoberto na vida real, sendo retratado até por outros autores antes de Dan Brown.

O livro “O Código da Vinci” fascinou diversos leitores ao redor do mundo, teve sua história transformada em filme e chama a atenção do leitor para fatos pouco discutidos e conhecidos da sociedade, como símbolos, obras de arte e conspirações.

Roberta Souza

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)

AGRESSÃO NAS ESCOLAS: ONDE ESTÃO OS EDUCADORES?

Tem sido cada vez mais frequente ouvirmos falar sobre casos de agressão física e moral a jovens e crianças portadores de algum tipo de deficiência ou possuidores de qualquer outra característica que possa despertar a provocação dos agressores. O maior número de casos ocorre normalmente nas escolas, e isso é, de fato, preocupante. Onde estariam os educadores e responsáveis pelos alunos diante disso? Poucos parecem se manifestar. Por vezes, demonstram preferência por ficar isentos de qualquer responsabilidade pelo ocorrido. E será que esse é o papel da escola? Apenas ensinar o português e a matemática?

Na verdade, a função da escola vai bem além disso: Prepara os alunos para a vida, cabendo-lhes, inclusive, a correção moral para comportamentos como esse; considerando, principalmente, que a violência ocorre dentro do ambiente escolar, tornando-a de responsabilidade dos educadores.

Os jovens estão cada vez mais agressivos, intolerantes; não respeitam as diferenças do próximo e, muitas vezes, o consideram inferior devido a isso. Daí surgem as agressões, praticadas até como absurdo modo de diversão. As vítimas se tornam “brinquedos” nas mãos dos agressores, satisfazendo a cruel ânsia pela prática dos maus-tratos.

É algo que vem se tornando comum a ponto de praticamente fazer parte do nosso meio, e pouco se tem feito para que seja evitado.

Em geral, a educação é fundamental para isso. Pais e professores devem caminhar lado a lado, instruindo os jovens a serem solidários e exercerem a compaixão para com o próximo. Os professores e os demais educadores, em especial, devem estar mais presentes, dando a punição necessária ao executor de tal violência. Além disso, a melhoria da infra-estrutura das escolas seria outra forma de solucionar o problema, uma vez que as tornaria aptas a receberem alunos portadores de deficiência, fato que proporcionaria a inclusão de “especiais” em meio social.

Enfim, diferenças existem e devemos aprender a lidar com elas, respeitando o próximo tal qual ele é.

Amanda Michelly

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

domingo, 7 de agosto de 2011

UM DIA DE TIRAR O FÔLEGO

Quando Sidney Lumet, grande diretor estadunidense, desenvolveu 12 homens e uma sentença (12 Angry Men, 1957), já estava nítida sua sensacional habilidade para dirigir longas – metragens que, com um enredo simples, conseguiam envolver os espectadores com seus personagens bem construídos e bastante curiosos. Quase vinte anos mais tarde, Lumet repete essa façanha e faz mais uma obra-prima: Um dia de cão (Dog Day Afternoon, 1975). Uma história que, se vista sob uma ótica descuidada, pode até passar despercebida, mas ao analisá-la melhor, pode-se enxergar a construção psicológica cuidadosa dos personagens e os detalhes que são cruciais para o enriquecimento do filme.

Baseado em fatos reais ocorridos em 22 de agosto de 1972, o filme conta a história de Sonny Wortzik (Al Pacino) um típico cidadão americano, pai de família e desnorteado tentando encaixar-se no american way of life. O que faz de Sonny um homem diferetente é seu outro casamento com o homossexual Leon, um rapaz que quer a todo custo fazer uma operação para mudança de sexo, algo que custa em torno de três mil dólares. Desesperado, Sonny reuni-se ao amigo Sal (John Cazale) para roubar um banco e conseguir o dinheiro. O que era para durar apenas 10 minutos acaba se estendendo horas a fio e a dupla vê-se cercada por policiais, por agentes do FBI e pela mídia, que transforma tudo em um grande evento.

As minudências presentes em todo o longa fazem dele algo ainda mais profundo e foram estes detalhes tão significativos que contribuiram para que o roteiro de Frank Pierson ganhasse o Oscar de melhor roteiro original. Simples minúcias como a maneira que Sonny trata os funcionários, sempre de modo tão gentil, deixando as pessoas completamente à vontade dentro do banco, comprovam que a dupla de assaltantes não queria machcucar ninguém. Aliás, com atitudes como essa, o personagem de Pacino permite que passemos a tratá-lo como bom moço, os espectadores torcem para ele e mal se dão conta de que na verdade é um criminoso. Outro detalhe que auxilia a narrativa é a característica marcante de Sal sempre tentando certificar as emissoras de que ele não é homossexual, o que gera uma situação cômica que acaba quebrando a tensão constante no filme.

A construção do longa é tão bem trabalhada que Um dia de cão não tem sequer uma música para realçar as emoções. Isso ocorre simplesmente porque não é necessária a presença de uma trilha sonora, as sequências, por si só, já são tensas o suficiente e qualquer complemento pode ser facilmente dispensado. Com uma montagem de boa desenvoltura, o filme mostra-se na maioria do tempo de duração nunca entediante.

Por fim, Lumet transforma a trágica história real em um execelente filme, provando mais uma vez que é bastante qualificado para exercer sua função de diretor. Um dia de cão com certeza merece atenção e é um longa que não pode deixar de ser assistido.

Anny Gabriely

(CALL, 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 08)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CELULAR NA AULA: FALHA NA TRANSMISSÃO


Sala de aula. Um local onde aprendemos tudo que precisamos para no futuro termos um bom e digno trabalho. Porém, um comportamento tornou-se bem comum dentro desse espaço: o uso de celulares durante a aula. Tal comportamento incomoda muito o professor, que muitas vezes tem que parar a aula e reclamar com o aluno. Este, julgando-se dono da razão, acha que o celular não atrapalha e que é implicância do professor ou da escola. No entanto, está terrivelmente enganado.

É fato que atualmente os celulares são providos de diversos aplicativos. Há tempos que ele deixou de ser usado apenas para ligações. TV, jogos, internet, tudo isso atrai a atenção do aluno, distraindo-o e fazendo-o achar a aula uma coisa chata e monótona. Estudar pode até não ser tão interessante quanto manusear um celular, mas é necessário para nossa formação como cidadãos e profissionais. Daí o perigo desse aparelho em sala de aula.

Além de distrair a atenção do aluno, tal aparelho pode atrapalhar também a turma, uma vez que quando toca causa tumulto na aula. Aqueles que querem aprender acabam sendo prejudicados e até o professor, por perder a linha do pensamento.

Percebemos claramente que o celular é um péssimo instrumento se usado durante a aula. Espera-se que família e escola unam-se no combate ao seu uso. Para isso os pais devem conscientizar seus filhos de que o uso do celular durante a aula é incoerente, e a escola, por sua vez, deve ser mais rígida quanto a isso. Sendo assim, os alunos poderão se preparar adequadamente para o futuro, sem serem atrapalhados por pequenas distrações como o celular.

Lucas Freire
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

domingo, 17 de julho de 2011

AS MULHERES NO PODER

De uns tempos para cá, as mulheres estão aumentando a sua participação no mundo, ou seja, uma nova geração de mulheres está chegando ao poder em sociedades nas quais isso era impensável até pouco tempo atrás. Não só porque há mulheres na política, mas também os números de damas nos negócios vêm crescendo. Além de elas estarem em busca de uma instrução cada vez melhor.

Com a chegada de Dilma Rousseff à presidência da república a história do país muda e esse fato está, é claro, muito longe de ser insólito. Além de Dilma, existem muitas outras presidentes, como no Chile Michelle Bachelet é a primeira mulher a presidir um país latino-americano sem ter herdado o poder do marido. Sem contar Hillary Clinton, dos EUA.

Nos negócios, aproximadamente 25% dos cargos de chefia são exercidos por mulheres no mundo, segundo dados da consultoria The Grant Thornton International Business Report, baseados em informações referentes a empresas privadas em 36 países em 2009. No caso do Brasil, especificamente, tem 21% de mulheres chefes.

Em relação à formação acadêmica, entre 1996 e 2008, o número de homens com doutorado é maior que o de mulheres. Mas, desde 2004, as mulheres superam os homens na obtenção anual de títulos de doutorado no Brasil.

Hoje as mulheres são 100 milhões de trabalhadoras em toda a América Latina e Caribe. Além da inserção das mulheres no mercado de trabalho, outra mudança é visível nas famílias, causada principalmente por profundas transformações sociais e demográficas. Houve um incremento de domicílios com apenas uma pessoa responsável, quase sempre uma mulher, um menor número de filhos e o aumento de pessoas.

Portanto, em todas as áreas da atividade humana a mulher vem se destacando. Alguns setores que até há pouco eram tidos como de inteiro domínio masculino, foram desmistificados e hoje são administrados, dirigidos e chefiados por mulheres de inquestionável sucesso e competência. Desta forma, está evidente o crescimento da participação da mulher nas atividades políticas e principalmente nas atividades econômicas, sejam públicas ou privadas. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego demonstram que entre 2006 e 2010 as mulheres predominavam e agora continuam a predominar na Administração Pública, Defesa e Seguridade Social.

Taíla Maciel

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 9)

PALMADA SIM, AGRESSÃO NÃO!

Atire a primeira pedra quem, na infância, nunca levou umas boas palmadinhas. Notas baixas, vidros quebrados, desobediências...Esses são apenas alguns dos motivos que levam os pais a baterem, com o intuito de educar e impor limites aos seus filhos. O projeto de leu que foi enviada ao congresso pelo Ex-presidente do Brasil.Luiz Inácio Lula da Silva, a “lei da palmada” que impõe a proibição aos pais de baterem nos seus filhos, está causando muita polêmica. Alguém pode imaginar uma criança indo á delegacia de polícia para denunciar os próprios pais por ter levado uma tapa?

É certo que os também já foram crianças e, boa parte deles, apanharam na infância. Alguns optaram por não reproduzir o mesmo recurso pedagógico, mas outros sim, porque acreditam que foi benéfico para eles, impondo limites e ensinamentos. Sem essas tapas, beliscões e palmadas não saberiam o que é o certo e o errado. Talvez eles não fossem hoje pessoas educadas e disciplinadas se não houvessem levado aquela tapinha.
Além do mais, essa lei agride a liberdade dos pais de educarem seus filhos do modo que julguem correto. O Estado não pode intervir nessa forma de educação, visto que esse é o papel da família na formação do individuo. Por exemplo, as dificuldades sociais e psicológicas de cada pessoa não são perceptíveis ao Estado. Por essa razão, cabe somente aos pais ensinarem os filhos, já que os conhecem e convivem com eles.

Não obstante, devemos ressaltar que espancar qualquer que seja o individuo é crime, e que já existe o Código Penal, que pune severamente esses criminosos. Os pais só devem compreender a diferença entre espancar e dá uma palmada. É totalmente aceitável o castigo para aquela criança que, por exemplo, quebra um jarro e que tinha sido previamente avisada de que aquilo é errado.

Enfim, para serem excelentes pais, só precisam entender que as crianças e adolescentes têm suas próprias vontades e que nem sempre o modo como eles pensam é o mesmo modo como os filhos pensam, aliás, são tempos diferentes e todos somos diferentes. É claro que deve ter previamente um diálogo. Caso esse método não ocorra com sucesso, uma tapinha cai bem. Como dizem as pessoas mais experientes: “A mão que dá carinho é a mesma que dá palmada”.

Elaine Waleska

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

ASSIM O BRASIL NÃO CRESCE

Analfabetos absolutos e semi-analfabetos.Essa é a realidade de 15% dos jovens brasileiros com idade entre 15 e 24 anos.Diante desse dado, todo ano os políticos dizem estar investindo na educação básica de nosso país e na qualidade do ensino, mas será que isso é verdade?

De acordo com as pesquisas feitas pelo INAF (Indicador de Analfabetismo Funcional), em 2009 apenas uma terço dos jovens daqui atingiram a alfabetização plena, e isso não ocorre apenas em um nível de ensino.O analfabetismo funcional atingia 59% dos alunos até a 4ª série, da 5ª a 8ª série eram 22% e no ensino médio apenas 5%.Tais taxas provam que o ensino básico está carente e necessita de melhoras.

O ensino fundamental é uma importante época na vida do aluno, umas vez que, sem um bom ensino básico ninguém consegue aprender direito os conteúdos futuros.Os responsáveis pela educação brasileira (Ministério da Educação) investem muito nas UFS e IFS ( Universidades e Escolas Técnicas) e deixam em segundo plano o ensino básico, sem levar em conta que o aluno apenas chegará nas universidades se tiver uma base.Eles estão fazendo o contrário, pois o ensino começa de baixo para cima.

O número de analfabetos funcionais na oitava economia do mundo é provocado pela contínua falta de prioridade na educação básica e na qualidade da instrução.Ao corrigirmos esse déficit, nossa população passa por uma incrível reforma e deixará assim, de ter tantos analfabetos.

Lucas Freire

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)

BULLYING: A SOLUÇÃO É EDUCAR

Quinta feira, sete de abril de 2011. O ex-aluno Welinton Menezes, de 24 anos, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira e assassinou, com dezenas de tiros, doze crianças e deixou outras vinte feridas. Com base nessa tragédia, que abalou o Brasil, fica a pergunta: qual será o motivo que levou o assassino a cometer tamanha barbaridade? A causa para o que ocorreu naquele dia pode estar ligada ao bullying.

De acordo com a psicóloga e jornalista Menar Senovilla, a principal causa para a prática do bullying é de ordem familiar e pessoal. A criança ou jovem que sofre com um pai violento ou tem uma má organização familiar pode tomar condutas agressivas no ambiente escolar. Quando a acriança está constantemente exposta a esta e outras situações, como a tentativa de se tornar popular através da violência, ela acaba sendo estimulada a reagir de forma agressiva e repetitiva, se tornando praticante de bullying.

O bullying sujeita o indivíduo a uma enorme pressão, levando a se tornar um sujeito frágil. Baixo nível escolar, dificuldade de se relacionar com outras pessoas, ataques de pânico, stress e até mesmo o suicídio. Essas são as principais consequências dos indivíduos que sofrem com o bullying. Porém, os efeitos que a agressão leva não se restringe apenas às vítimas, mas também tem repercussão na vida dos agressores. O praticante da violência tende a, no futuro, ser um adulto violento, com baixa resistência à frustração, levando a envolver-se em atos criminosos. Por isso, fica claro que a agressão é ruim para ambas as parte, tanto para a vítima, quanto para o agressor.

Para termos uma sociedade, principalmente escolar, digna e sem violência devemos combater os maus que as atingem. É melhor prevenir um problema do que resolver as suas consequências. E é com base nisso que a prática do bullying deve ser evitada, através de discussões e palestras dinâmicas, conscientizando os envolvidos, ou seja, as crianças. Só assim, teremos pessoas com noção e conhecimento sobre violência e suas consequências. Afinal, como disse Pitágoras, “eduquem os meninos e não será preciso castigar os homens”.

Karinne Lucena

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)

JOVENS, INDIVÍDUOS GROSSEIROS

Tapas, chutes, xingamentos, sinais obscenos. Estas são atitudes cada vez mais praticadas pelos jovens tanto em casa quanto na escola contra pais e professores. Essa realidade precisa mudar, pois senão futuramente nossa sociedade terá um número restrito de pais e professores devido à grosseria com que estes convivem atualmente. Mas como mudar esta situação?

Inicialmente, é indubitável que a presença da família na vida do jovem é necessária para que se tenha uma redução no número de grosserias contra pais e professores. Com uma família presente desde pequeno,o jovem, no futuro, terá uma abertura maior para contar suas dificuldades e tristezas para alguém de confiança e que realmente esteja interessado em ajudá-lo,ao invés de expulsar essas infelicidades através de atitudes desrespeitosas e grosseiras com os mais velhos.Dados coletados pelo pesquisador americano Robert Blum,da Escola de Medicina da Universidade de Minessota,permite concluir que a principal causa da agressividade das crianças da classe média americana é a falta de amor dos pais.Logo,elas precisam se sentir amadas.

Além disso, é necessário que os pais tenham “pulso firme” em suas decisões desde cedo. A partir do momento em que eles não demonstram convicção nas decisões tomadas, a insegurança que os rodeiam será um alicerce para uma refutação de idéias, por parte dos filhos, e quem sabe até mesmo uma revolta. É um caso de um filho que questiona aos pais sua saída para uma festa. O pai não permite já a mãe além de permitir ainda faz com que o pai seja flexível quanto a sua decisão. A falta de senso comum entre os pais poderá levar o menino a um questionamento agressivo em outra ocasião, em que a solução encontrada naquele instante não for a desejada por ele. Temos assim a formação de um indivíduo desrespeitoso e desligado quanto à hierarquia social.

Há quem defenda que a melhor maneira para evitar agressões aos pais e professores é o castigo físico. Embora seja uma forma de impor respeito e neutralizar o comportamento inadequado, a punição física não é a melhor saída a ser utilizada.Como querer combater a violência fazendo uso desta? O castigo físico só contribuirá para o agravamento da situação. Logo, este tipo de punição não é a melhor escolha.

Em suma, esta realidade, em que jovens cometem grosserias, precisa mudar. Não só através da demonstração de afeto pelos pais,mas também por meio de decisões concretas destes.Portanto, o melhor caminho é o do diálogo,que além de proporcionar uma relação afetiva entre pais e filhos,impossibilita a formação de um jovem não condizente com a hierarquia social.

Igor Ataíde

(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 9)

OS PEQUENOS TAMBÉM MERECEM RESPEITO

As crianças, por terem pouca idade e consequentemente, pouca experiência, são imaturas e agem, na maioria das vezes, sem pensar nas consequências. Então, é necessário que elas sejam alertadas, mesmo na infância, pelos seus pais e responsáveis, do que se deve ou não fazer. Contanto que essa educação seja por meio de conversas e não agressões, pois, além de ser crime, a criança se torna um adulto problemático. Considerando esses fatos, a nova lei antipalmada foi mais do que bem vinda, por proteger crianças que são agredidas constantemente.

Há pais que afirmam que a forma mais correta de educar os filhos é na base de palmadas e ainda acham que são atos de amor. Agir com o coração é, mesmo na hora da raiva, chamar o filho para conversar particularmente, explicar que o que ele fez é incorreto, por isso não deve ser repetido e citar as conseqüências que irá prejudicá-lo, como ficar sem os momentos de lazer, por exemplo.

Temos inúmeros exemplos de pessoas traumatizadas, que não levam uma vida saudável, devido ao passado que tiveram, pois os seus pais não souberam educá-los, atingindo-os com agressões morais e físicas. Esses indivíduos sofrem com problemas de convivência e qualquer tipo de relação, inclusive, profissional.

Portanto, crianças são pessoas inocentes e indefesas, que merecem um tratamento carinhoso, principalmente, de seus pais, então é de grande importância que a lei antipalmada seja acatada pela sociedade para que as vítimas de maus tratos possam ter uma vida melhor.

Mylene Radmila

PODE-SE EVITAR "O TODOS CONTRA UM"

Está cada vez mais comum a ocorrência de bullying. Ele circula nas escolas, na internet. Costuma atacar os mais frágeis e os que se diferenciam dos demais. Suas conseqüências são devastadoras. Entre elas, a depressão e até mesmo o suicídio. Está se tornando um problema cada vez mais alarmante e de difícil solução. Exatamente por isso, é preciso prevenir a violência nas escolas, utilizando métodos como o diálogo e o aumento de segurança, evitando assim, diversos tipos de agressão nessas instituições.

Há quase doze anos, dois jovens que sofriam bullying invadiram uma escola norte-americana e assassinaram mais de dez professores e adolescentes. Denominado massacre Columbine, o caso teve bastante repercussão no mundo inteiro e após o acontecimento, os Estados Unidos fizeram um investimento extremamente alto na compra e instalação de câmeras, além de detectores de metais, numa tentativa de aumentar a segurança nos colégios. A alternativa, apesar de muito cara, surtiu efeito. Hoje, o número de agressões físicas em instituições escolares do país diminuiu consideravelmente.

Porém o bullying não se apresenta só em ataques físicos, ele atinge verbalmente e acarreta danos psicológicos gravíssimos. Dessa maneira, há uma solução muito mais eficaz para evitá-lo. O diálogo entre o corpo docente, pais e alunos é uma arma poderosa, que se usada a longo prazo irá diminuir expressivamente os casos de violência contra estudantes. Acontece que a boa interação entre eles levará à comunicação que fará com que pequenos problemas de isolamento e discriminação sejam rapidamente solucionados, não dando espaço para que cresçam e tornem-se algo irreparável, pois jovens terão segurança de discutir a respeito do que os incomoda. Além disso, diálogos serão responsáveis por conscientizar adolescentes sobre o bullying, mostrando como é perigoso.

Assim, existem meios para tentar evitar a violência nas escolas. O aumento da segurança, apesar de ser um investimento caro, pode suprimir, não inteiramente, os ataques físicos. Somando a isso, há o diálogo que é um método bastante eficaz, já que fará com que os jovens sintam-se confortáveis para conversar sobre qualquer situação que os preocupe e esta interação também fará com que os estudantes tenham consciência da seriedade de agressões no colégio.

Anny Gabriely Miranda Campos

SER DIFERENTE É SER NORMAL

É bastante comum, nos dias de hoje, a prática do bullying, principalmente nas escolas. As agressões psicológicas e morais, realizadas por pessoas que se sentem melhores que as outras, atingem gravemente o desempenho escolar das vítimas. Além do mais, causam danos à vida social e pessoal, ocasionando o isolamento, depressão e, às vezes, a morte dessas pessoas que são apenas diferentes do padrão imposto pela sociedade.

As escolas brasileiras estão empenhadas em eliminar a prática do bullying, porque afeta o convívio entre os alunos, afasta-os da instituição de ensino com medo de sofrer agressões e torturas, por se vestirem, falarem, ou gostarem de coisas diferentes a maioria dos colegas. Se um jovem pintar o cabelo de azul, por exemplo, será motivo de chacota e de apelidos pejorativos, apenas porque é algo inusitado.

Estão sendo disseminados nas escolas, policiais e psicólogos para realizarem palestras, com o intuito de esclarecer aos jovens o que é o bullying e quais os seus tipos. Essas ações, além de esclarecer, ainda podem servir de motivação para denunciar quem pratica e também encorajar a falarem das torturas.

Apesar das palestras, ainda existem diversos casos de violência nas escolas, por parte de alguns alunos que ainda não perceberam que é um crime o que eles fazem. Muitas vezes, as pessoas encorajadas a denunciar sofrem torturas pelos praticadores do bullying, porque não sabem conversar, apenas praticar violência física.

Diante dos fatos, os colégios deveriam punir severamente os agressores e impor uma indenização para as vítimas, custeadas pelos criminosos. Com essa medida, diminuiriam os casos de violência nas escolas e enfim chegaria a paz tão almejada para os que acreditam que ser diferente é ser normal.

Elaine Waleska
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

A NOSSA SEGUNDA CASA

Formar cidadãos, contribuir para a formação profissional, ensinar as matérias. Essas são algumas respostas dadas por pessoas ao serem questionadas sobre qual a principal missão da escola. Significativa parte do tempo da maioria das pessoas é vivenciada em ambiente escola, um espaço com diversos e importantes compromissos, em que alguns estão relacionados a características técnicas, e outros a valores morais.

É certo que a escola tem como incumbência mais expressiva, a transmissão de conteúdos acadêmicos que servem de apoio para a vida inteira. Ensinar as disciplinas, dar condições para que o aluno descubra a área de sua preferência, seja tecnológica, humana ou biomédica e, consequentemente, qualificá-lo para o trabalho, é dever de qualquer instituição escolar. Nesse âmbito, o que interessa é o desenvolvimento intelectual do ser. E é tendo por base essa aprendizagem, que o engenheiro consegue calcular, o advogado elabora uma petição ou um biólogo estuda a vida de uma planta, por exemplo.

Além disso, cabe à escola contribuir para a formação ética e social dos alunos. Valores como respeito, cooperação, responsabilidade e solidariedade devem ser fortemente trabalhados. Nesse ambiente, temos que aprender a lidar com diferenças de opiniões e gostos, temos que assumir vários compromissos, desde se uniformizar corretamente, até realizar as atividades e, constantemente, trabalhamos em grupo, por exemplo. Dessa forma, crescemos não só no domínio da inteligência, mas também como cidadãos íntegros e como pessoas integrantes de uma sociedade.

Portanto, a escola pode ser considerada a nossa segunda casa, tendo em vista que além de repassar informações e conceitos, esse estabelecimento nos prepara para a vida em sociedade. A instituição escolar nos ensina, de uma forma geral, a desenvolver habilidades e competências, informando e formando.

Marjorie Saunders
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)

EDUCAÇÃO: MAIS QUE UMA SIMPLES AULA

Acordar cedo, trocar de roupa, tomar café, ir para a escola. Essa é uma rotina que quase a totalidade das pessoas vivenciou ou vivencia por um longo período de tempo. É necessário frequentar a escola por, pelo menos, doze anos para ter a formação no ensino fundamental e médio. A grande quantidade de tempo dedicada a essa instituição mostra o alto grau de influência e importância que a escola tem na vida do estudante. Essa importância está relacionada ao considerável papel da escola na formação intelectual e social de um indivíduo.

A escola deve ter como um dos objetivos formar intelectualmente o estudante. É através de aulas em sala, aulas de campo e atividades avaliativas que isso acontece. Porém, mais importante que transmitir o conhecimento ao aluno é ensinar o estudante a pensar, a ter senso crítico e criar suas próprias opiniões. É como, por exemplo, ao estudar sobre a devastação e poluição da natureza, é importante promover debates e discussões sobre o tema, meios de preservação, despoluição, ou seja, fazer o aluno refletir.

Mais que o desenvolvimento intelectual, a escola tem também a função de formar socialmente o indivíduo. Numa sala de aula nos deparamos com os mais diferentes tipos de pessoas das quais divergimos em opiniões, mas que temos que nos relacionar harmonicamente. Em outras palavras, aprendemos a nos relacionar em grupo. Ao fazer um trabalho em equipe, por exemplo, é necessário discutir, ceder e argumentar para convergir em uma ideia da equipe.

A partir do que foi discutido, podemos perceber que a escola tem como principal e essencial função, a de educar intelectual e socialmente o estudante. Diante dessa importante função da escola, vemos uma contradição no nosso país, o setor da educação é um dos mais precários do Brasil. Essa precariedade preocupa e necessita de maior atenção dos governos, pois a escola não educa apenas conceitualmente, educa para a vida.

Uma leitora.

Marina Mendonça de Miranda.

(CALL, quinta-feira, 1º e 2º anos, sala 8)