
segunda-feira, 25 de abril de 2011
A VELHA VERDADE

sexta-feira, 22 de abril de 2011
EXERCÍCIO DE AMOR

O tempo presente é marcado pelo individualismo. Predomina no mundo todo, pessoas sem tempo e vontade de olhar, ou mesmo ajudar, o outro. É muito raro encontrarmos alguém, como no exemplo da parábola do “Bom Samaritano”, que se volte com amor, dedicação e afeto para socorrer quem precise de um mínimo de solidariedade. Essas pessoas raras são os multiplicadores do amor: os voluntários.
Apesar da luta de cada um por melhores condições de vida, da má remuneração diante dos subempregos, do desafio diário e da corrida contra o relógio, ainda existem pessoas que renunciam seus compromissos, tarefas e relacionamentos familiares para se doarem a outros que, na maioria das vezes, passam ou passaram por dificuldades na vida, que lhes fazem se sentir tristes e necessitadas de um ombro amigo. Elas almejam um abraço, um sorriso, uma palavra compreensiva, um simples gesto de carinho e conforto, atitudes estas que elas não vivenciam continuamente.
Para os “multiplicadores do amor”, não é necessário remuneração financeira. Eles desejam um sorriso sincero, que é estampado no rosto dessas pessoas “carentes”, demonstrando facilmente a alegria de saber que, apesar do egoísmo predominante, existem seres humanos que se preocupam com os outros e não apenas consigo mesmos. Para os voluntários, ouvir um “obrigado” já é tudo que eles precisam para serem cidadãos melhores e conscientes do que,apesar dos problemas que enfrentam,essas pessoas passam por dificuldades ainda maiores.
terça-feira, 19 de abril de 2011
ALÉM DOS CONCEITOS

Para muitas pessoas, o voluntariado significa doação, disponibilidade de tempo e capacidade para ajudar pessoas que necessitam. Embora esse conceito não esteja errado, ser voluntário não se resume a isso. Na verdade, é sobretudo nas pequenas gentilezas do dia-a-dia que encontramos o verdadeiro espírito do voluntariado.
Podemos demonstrar isso a partir de uma situação bem simples: dentro de um ônibus lotado, uma idosa está em pé. Ao considerar que por mais que esteja cansado, a idosa esta precisando mais do lugar e ceder o assento, você sem dúvidas agiu como um verdadeiro voluntário.
Quando, em um pequeno momento, paramos para escutar um desabafo de um amigo, de um familiar, estamos, de certo modo, caracterizando um voluntário. Não só porque escutamos e ajudamos, mas também porque nos tiramos um pouco do centro do universo e observamos as dificuldades do outro. É esse tipo de atitude de doação que caracteriza o espírito voluntário.
sábado, 16 de abril de 2011
O TRABALHO NA CONSTRUÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA

No Brasil, a escravidão foi abolida oficialmente em 1888, mas tristemente o trabalho escravo é ainda a realidade de muitas pessoas. Trabalho escravo é, por definição, o trabalho degradante aliado ao cerceamento de liberdade e, ainda hoje, há muitas pessoas nessa situação. A escravidão moderna não é tão vista por nós, não está tão escancarada como estava no século XVII, por exemplo.
O fato de a exploração humana estar tão “escondida” na atualidade é o que a torna tão difícil de ser combatida, além das grandes extensões territoriais que envolvem esse tipo sujo de trabalho que dificultam em demasia as fiscalizações. Os responsáveis pela exploração humana usam como arma a miséria e o medo dos explorados. Nesse tipo de trabalho, os escravos estão submetidos a condições desumanas de trabalho; Pode-se dizer que são tratados como animais, no sentido mais restrito dessa palavra.
As vítimas da escravidão não conhecem outra realidade, nasceram inseridos num grupo já escravizado. Elas não conhecem os seus direitos, e acredito que se conhecessem, o tamanho dos latifúndios impediria uma fuga. Os latifundiários são da alta sociedade, apresentam alto poder aquisitivo e, em um país como o Brasil, para pessoas como eles, a lei de certa forma não se aplica, os direitos humanos não existem.
Na teoria, todos os homens, independentemente de cor ou condição financeira, têm direito a uma vida digna, e não seria o trabalho a principal ferramenta para a dignidade? O trabalho diferencia os homens e sua qualidade de vida e seres humanos conscientes buscam essa melhora, portanto é a consciência que diferencia um médico ou operário de fábrica de um escravo, o escravo não conhece a vida que poderia ter e não vê nenhuma possibilidade de crescer; diferente de qualquer empregado, esse não possui carreira.
Quando pensamos em trabalho, nos vem à mente salário, horas extras, férias... Isso não se aplica aos escravos, por isso, apesar das adversidades que dificultam a descoberta dos locais de exploração, nossos governos precisam tomar providências para abolir realmente a escravatura. Só assim, os direitos humanos se aplicarão a uma maior parcela da sociedade e homens, mulheres e também crianças poderão ter outro futuro e uma vida mais digna.
Ana Beatriz Medeiros de Amorim
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)
ESPERANÇA NAS EXCEÇÕES

A situação na qual o mundo encontra-se hoje em relação aos valores cultivados é preocupante. A bondade, as boas ações e a confiança mútua foram perdendo lugar gradativamente para a desonestidade, o individualismo, a ganância e a desconfiança. Em outras palavras, o mundo vive uma crise de valores.
Para comprovarmos isso, basta citarmos que, há algumas décadas, o dinheiro do ofertório nas igrejas católicas era deixado espalhado pelos bancos das igrejas, para que logo após a missa alguns jovens dispostos a ajudar a paróquia recolhessem esse dinheiro sem a supervisão de nenhuma autoridade. Nem por isso o dinheiro ofertado deixava de chegar à paróquia. Enquanto hoje, com o passar dos anos e o crescimento da desonestidade, não podemos dar ou receber um simples troco de algum pagamento, sem que seja lançado um ar de desconfiança até que tudo seja bem conferido.
São fatos que se tornaram “comuns” no nosso dia-a-dia, mas que preocupa aqueles que eram acostumados a confiar cegamente no próximo. Mas, calma, nem tudo está perdido. Graças a algumas raras exceções, podemos acreditar que ainda existem pessoas que se preocupam com o próximo, que se colocam no lugar do outro e agem da forma que todos deveríamos agir. Como é o caso das raras vezes em que temos notícia de pessoas muito pobres, como catadores de lixo, que tomam a nobre decisão de devolver ao verdadeiro dono, grandes quantias em dinheiro que acabaram indo parar no lixo por engano.
TECNOLOGIA MÉDICA E FORMAÇÃO DE FAMÍLIAS

Durante muitos anos, casais de todo o mundo se viram limitados a terem filhos apenas se gozassem de saúde perfeita e propícia à reprodução. Com o avanço da tecnologia, vimos essa realidade ser mudada pouco a pouco e muitos homens e mulheres, que não viam um modo de constituir uma família como pais e mães biológicos, puderam realizar seus sonhos e dessa forma ter filhos.
Com ou sem polêmicas, a geração de vida com recursos tecnológicos mudou e melhorou a qualidade de vida de muitas pessoas. Deu oportunidades, ou melhor, filhos para quem tanto lutou por isso. Se tantas mulheres tiveram filhos sem os desejar, se o aborto é tão tristemente uma prática presente em nossa sociedade, por que a concepção em laboratórios – para casais que realmente querem filhos – não deveria ser aceita e aplaudida por nós?
A origem da vida em laboratório se apresenta de forma, certas vezes, inusitada e incomum – posso citar como exemplo o caso de uma irmã gêmea que nasceu onze anos depois das outras duas -, mas a importância da tecnologia médica na formação de famílias é indiscutível, pois aumenta a quantidade de famílias com filhos. Esse aumento é consideravelmente importante, pois vivemos numa sociedade em que a busca por bens materiais e pelo sucesso profissional são mais valorizados que a constituição ou aumento de uma família.
A partir dessas tecnologias, para alguns casais, os filhos gerados se tornam uma escolha, uma opção acompanhada de maturidade e a certeza de que a decisão certa está sendo tomada. Isso vai de encontro ao que muito acontece na nossa sociedade, na qual crianças são concebidas por casais sem nenhuma ligação fixa ou estável. É o que podemos chamar de banalização da família, da vida e dos valores que move a ambas.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
IN VITRO: UM FINAL FELIZ

A tecnologia proporcionou uma nova visão de mundo às pessoas, um mundo moderno, cheio de qualidade de vida. Com a revolucionário fertilização “in vitro”, as portas se abriram para os casais incapazes de terem filhos, mostrando uma nova forma de reprodução. Entretanto, essa técnica só é possível para aqueles que possuem devidas condições financeiras para realizar esse processo de fertilização.
A fertilização “in vitro” consiste na colocação de espermatozóides em ovócitos, que em seguida são fertilizados. Daí alguns embriões são implantados na mulher, e o resto são congelados e armazenados na clínica - caso a mulher queira repetir o processo. Assim que fertilizados e tudo prosseguir bem, a gestação irá ocorrer normalmente, gerando o bebê.
A partir desse avanço tecnológico, as famílias que não se sentiam completamente felizes puderam se realizar, dando origem ao(s) filho(s) que tanto queriam. E é por esse e outros motivos que a tecnologia médica é essencial para a formação de um família.
Sendo assim, só podemos esperar que essa tecnologia tenda a melhorar para que possa chegar também às classes inferiores, fazendo com que essas outras famílias sejam felizes também.
Semy Poti
Luana Souza Ribeiro
(CALL 1º e 2º anos, terça-feira, sala 8)
domingo, 24 de outubro de 2010
COTAS: INCLUSÃO OU EXCLUSÃO?

O sistema de cotas é uma medida governamental que estabelece uma reserva de vagas a determinadas classes sociais e raças como a negra, para universidades públicas. Ele visa acelerar um processo de inclusão social.
Entretanto, isso é ineficaz, pois esse sistema contribui para o aumento da discriminação racial e desigualdade social. Esse método não irá melhorar as condições de ensino público e não eliminará o racismo, pois ele já é um tipo de discriminação. Além disso, ele discrimina os brancos mais pobres. Querer superar uma injustiça criando outra não é o melhor caminho.
A questão da cota esconde o problema maior, a mediocrização do sistema de ensino público. Muitos dos beneficiados, sem ter uma preparação anterior, não conseguem um bom desempenho nas universidades.
Assim, o melhor caminho para combater a exclusão social é a construção de serviços públicos universais de qualidade em setores de educação, saúde e previdência. Ou seja, é necessário um investimento maior do governo nas escolas públicas, pois só assim formaremos bons profissionais para futuramente termos um país melhor.
Mariane Araújo de Oliveira
(CALL, 1º e 2º anos, terça-feira, sala 9)
MUITA CALMA NESSA HORA...

Medo e dúvida são dois sentimentos que invadem quem está prestes a entrar na universidade. Não é à toa que isso acontece. Afinal, o momento de escolha profissional é de muita pressão. Além de suas expectativas, há também a dos seus pais. Mas lembre-se de que a escolha é sua e de mais ninguém.
O pré-vestibular é um período em que o aluno mais se cobra e sente-se na obrigação de ser aprovado. Aqueles que estudam regularmente e apresentam bom rendimento escolar não precisam se cobrar tanto. O ideal é criar um plano equilibrado de estudos, organizando o tempo de forma que possa estudar, mas sem esquecer do lazer, pois o equilíbrio físico e mental também é muito importante.
De fato, vestibular é algo que preocupa bastante e ficar com o pensamento nele 24 horas ao dia só piora a situação. Quando sentir-se muito cansado, reserve um tempinho para você. Se tem dúvidas em relação ao curso que irá escolher, procure ajuda profissional, tenha contato real com as profissões com que você mais se indentifica. Manter-se atualizado, lendo jornais e revistas, é fundamental.
Reunindo os fatos anteriormente citados, pode-se concluir que a tensão pré-vestibular é praticamente impossível de não existir em qualquer aluno, mas o que deve permanecer firme e forte é a calma e o pensamento positivo. No final, você terá o resultado do seu esforço. Se não conseguir passar no primeiro, não esquente, afinal, tudo acontece no tempo em que deve acontecer.
Marília Paiva de Oliveira
terça-feira, 12 de outubro de 2010


quinta-feira, 23 de setembro de 2010
PREVENIR PARA NÃO REMEDIAR

DOLOROSA, MAS QUASE SEMPRE NECESSÁRIA

domingo, 29 de agosto de 2010
ESSÊNCIA DE UMA DEMOCRACIA

domingo, 22 de agosto de 2010
AMOR À PÁTRIA

Corrupção, roubo, desigualdade social e preconceito. Estes são apenas alguns dos problemas sociais que os brasileiros enfrentam. Diante de tudo isso, podemos culpá-los por nem sempre demonstrarem amor à pátria?
Somos brasileiros e temos orgulho disso. Mas nem sempre demonstramos devido às situações vergonhosas pelas quais passamos. Constantemente nos deparamos com manchetes estampadas em jornais e revistas, que trazem um novo sistema de corrupção descoberto, assaltos e assassinatos. O próprio Brasil, devido a esses problemas, não nos permite sermos patriotas.
Por outro lado, não olhamos apenas para a parte ruim do Brasil. Nosso país tem muitas riquezas naturais, o melhor futebol do mundo e um carnaval mundialmente famoso. São em situações como estas que enchemos o peito e dizemos: “Eu sou brasileiro!”
Ser brasileiro não significa fechar os olhos para os problemas do país e fingir que ele é perfeito. Pelo contrário, temos que denunciar os problemas, ter voz para poder mudar nossa situação e melhorar nossa qualidade de vida. Precisamos ter do que nos orgulhar.
Diante de tudo o que foi apresentado, fica fácil o entendimento de que o brasileiro se orgulha de seu país sim, mas só quando há motivo. Para que amemos o Brasil o tempo inteiro precisamos mudar nossa situação. Diminuir as desigualdades sociais e implementar uma punição mais rígida para corrupção e outros crimes, ou seja, precisamos fazer o Brasil progredir.
Ana Cecília Almeida Maciel
(CALL 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 9)
domingo, 15 de agosto de 2010
TECNOVÍRUS
Um dos maiores males de nossa época é a incomunicabilidade das pessoas. Já foi o tempo em que, mesmo nas grandes cidades, nos bairros residenciais, ao cair da tarde era costume os vizinhos se darem boa noite, levarem as cadeiras para as calçadas e ficarem falando da vida… dos outros.
A densidade demográfica, os apartamentos, a violência urbana, o rádio, tv e incontáveis tecnologias, ilharam cada indivíduo no “casulo” doméstico. Um exemplo claro dessa afirmação são os condôminos, tirante os raros e inevitáveis cumprimentos de praxe no elevador ou na garagem, praticamente nem se conhecem. E não são exceção. Neste caso, constituem a regra.
Daí que não entendo a pressão que volta e meia me fazem para navegar na internet. Um dos argumentos que me dão é que posso interagir com pessoas de outros lugares do mundo, entender suas culturas. Para mim, estão todos infectados com esse tal de tecnovírus, pois passam horas na frente dos computadores e deixam de lado o contato pessoal com os seres humanos.
Para vencer a incomunicabilidade, acredito que o internauta deva primeiro aprender a se comunicar com o vizinho de porta, de prédio, de rua. Passamos uns pelos outros com o desdém de nosso silêncio, de nossa cara amarrada. Os suicídios ocorrem porque, na hora do desespero, falta aquele vizinho que lhe deseje sinceramente uma boa noite.
Renata Karen
(CALL, terça-feira, sala 9)
O VALOR DA EXPERIÊNCIA

É inaceitável que hoje existam tantos casos de maus-tratos a idosos. Afinal, as pessoas da terceira idade merecem respeito, acima de tudo por serem cidadãos. Além disso, a sabedoria que essas pessoas podem nos transmitir através de ensinamentos é enorme.
No que diz respeito à cidadania, os idosos são como nós. E não é uma doença proveniente da idade mais avançada ou qualquer impossibilidade física que tira deles todos os seus direitos. Direitos como o de integridade física, que é muitas vezes desrespeitado, como em vários casos mostrados em telejornais, em que enfermeiros ou mesmo familiares batem e maltratam pessoas de idade, já que esses não conseguem mais se defender. Isso é um absurdo.
Essa desvalorização dos idosos às vezes por parte dos próprios filhos se torna ainda mais inadmissível quando paramos e pensamos no quanto essas pessoas podem nos ensinar. Conhecimentos adquiridos durante toda uma vida, e que na forma de histórias, conselhos e de muitas outras formas, podem acrescentar muito em nossa vida.
Além disso, em muitos programas de promoção da saúde e de conscientização, vemos diversos casos de pessoas que mesmo com o avanço da idade, trabalham e em alguns casos até praticam esportes radicais, provas de que velhice não é sinônimo de invalidez.
Em resumo, com tudo que foi aqui apresentado, é cada vez mais revoltante saber que muitos idosos ainda são maltratados. Se todas as pessoas, principalmente os filhos que praticam atos de tanta maldade com os pais, já idosos, decidissem ao menos retribuir o que essas pessoas já fizeram por elas, com certeza os idosos teriam uma melhor qualidade de vida. Qualidade que eles merecem.
domingo, 1 de agosto de 2010
JUNTO COM O PODER VEM A RESPONSABILIDADE

Desde a pré-história até os dias atuais, muitas foram as modificações sofridas no estilo de vida da população. Algumas foram decorrentes da ambição do homem em sempre querer ultrapassar a fronteira do que se considera impossível. É devido a essa determinação que nós, hoje, podemos usufruir de todos os aparatos tecnológicos que, de certa forma, tornaram-se “essenciais” às nossas vidas.
Televisão, internet e revistas, frutos da engenhosidade humana, são exemplos de meios de comunicação que a cada dia estão mais presentes na vida de quase toda população. Podemos comprovar isso ao analisarmos pesquisas que indicam que há casas sem água potável, porém com aparelho de televisão. Tamanho é o poder desses instrumentos na formação da ideologia da sociedade, que se espera que haja responsabilidade ao “manipulá-los”. Contudo não é isso que observamos, na maioria dos casos.
O século XXI é um período caracterizado, em sua grande parte, pelo compartilhamento de informações. Nesse contexto, a imprensa deveria entrar como a mediadora dessas ligações sem deixar transparecer nenhum ponto de vista a respeito de um assunto. Só assim os receptores das mensagens seriam capazes de formular suas próprias ideologias e com isso os meios de comunicação estariam exercendo seus papéis perante os cidadãos. Porém em uma sociedade democrática como a nossa, na qual as leis garantem a livre expressão da mídia, as grandes empresas se vinculam à imprensa para por meio dela transmitir o seu parecer em relação a um tema, para que com isso os seus interesses, sejam eles econômicos, políticos ou sociais, possam ser alcançados. Pode-se destacar como exemplo dessa parcialidade a revista Veja, que, na maioria das vezes, assume uma posição de direita, moldando os fatos de acordo com essa perspectiva.
A cada momento deste final de milênio, estamos sendo bombardeados por uma série de informações jornalísticas que nos levam a repensar qual seria, de fato, o papel da imprensa moderna e, até que ponto, ela conserva seu princípio ético. Para avaliarmos a sua real função diante da sociedade, é necessário que haja a formação de uma opinião crítica sobre isso. Só assim poderemos formar um país mais consciente.
Ingrid Medeiros de Figueiredo
(CALL, 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 9)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
A MORTE DE UM INOCENTE NÃO É A MELHOR SOLUÇÃO

Aborto ou interrupção da gravidez é a expulsão prematura de um embrião do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isso pode ocorrer de forma espontânea ou artificial. A última ocorre pela ingestão de remédios ou por métodos mecânicos que podem acarretar, em grande parte dos casos, sérios problemas à mãe do feto. Se o aborto causa tantos problemas à vida humana, por que é tão grande o número de mulheres que abortam no mundo?
Numa época em que a televisão e as informações estão ao alcance de todos, mesmo nos lugares mais periféricos, não é de se admitir que não conheçam meios eficazes de evitar uma gravidez indesejada. A maioria das pessoas, tanto mulheres (geralmente muito jovens), como homens, deixam as coisas acontecerem por pura acomodação. Nossa constituição garante o direito à vida e aborto, no caso, seria inconstitucional.
A expulsão do feto pode ocasionar sérios problemas como: infecção e obstrução das trompas, provocando esterilidade (improdutividade de filhos); perigo de lesão no intestino ou na bexiga; interrupção para estancar a hemorragia, etc.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o campeão mundial de abortos clandestinos, pois são contabilizados cerca de 1,4 milhões por ano, mais do que todos os outros países da América do Sul reunidos. Dados do Fundo das Nações Unidas para a População (FUNNUP) mostram que em virtude de complicações desses abortos morrem por ano nos países da América Latina (inclusive no Brasil) seis mil mulheres, consistindo na terceira causa de morte materna, depois das hemorragias e da hipertensão.
Diante do exposto, percebemos que o aborto é um ato imprudente das mulheres, que não pode ser legalizado pela Constituição Brasileira. O governo deveria, por outro lado, investir mais em campanhas sobre a prevenção da gravidez e distribuir gratuitamente à população os métodos preventivos como a camisinha.
Luana
(CALL 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 9)
VENCENDO O SEDENTARISMO

terça-feira, 20 de julho de 2010
PATRIOTISMO DENTRO E FORA DE CAMPO

quarta-feira, 14 de julho de 2010
VIOLÊNCIA EM NOME DA EDUCAÇÃO?

O aprendizado da moral se dá a partir de exemplos. Isso é um fato. E, com base nessa afirmação, devemos propor a seguinte questão: Crianças que recebem castigos físicos não estariam aprendendo a conseguir o que querem por meio da violência, ao invés de aprenderem a se comportar melhor? O castigo físico não deve ser apenas desestimulado, e sim proibido de uma vez por todas para que a dignidade e a saúde dos nossos jovens possam ser preservadas.
Os pais podem não perceber, mas aquela “palmadinha” tão comum na punição de mau comportamento pode trazer várias consequências para a criança, como traumas que ela leva para o resto da vida ou ainda uma noção errônea sobre as relações de poder entre as pessoas: Ela entende que o mais forte sempre vai ter poder sobre o mais fraco, e isso o leva a ser um adulto agressivo, que acha que a forma certa de se relacionar com as pessoas é fazendo-as temê-lo ao invés de amá-lo.
Mas o castigo físico não é apenas prejudicial nesse ponto. Ele também prejudica a relação entre pais e filhos, que passa a ser baseada no medo, e não no carinho de que as crianças tanto precisam. Isso resulta numa pouca afetividade da criança em relação ao ambiente familiar, fazendo-a evitá-lo a todo custo e preferir passar seu tempo longe dalí. Além de todas as consequências que a punição física traz para a criança e sua família, ainda existe o fato de que esse é um ato totalmente antiético. Se um adulto não pode bater em outro adulto, então por que haveria de poder bater em uma criança? As leis do nosso país garantem, na teoria, que o desenvolvimento dos nossos jovens se dê longe de qualquer tipo de violência. Está na hora de darmos ao estatuto da criança e do adolescente a sua devida importância.
Mas apenas proibir o castigo corporal não vai resolver o problema. É preciso dar aos pais uma reeducação para que seus filhos possam ser corretamente educados. Isso pode ser feito a partir de campanhas de grande escala, que utilizem a mídia para conscientizar a todos.
Crianças educadas na base da violência se tornam, inevitavelmente, adultos agressivos que aplicam em seus filhos toda a brutalidade que aprendem com os pais. Chegou a hora de colocar um basta nesse ciclo vicioso no qual nossas famílias se aprisionaram.
Alessandra Macêdo de Oliveira
(CALL 1º e 2º anos, terça-feira, sala 7)
terça-feira, 22 de junho de 2010
UM MILAGRE NO BRASIL: A JUSTIÇA FOI FEITA

Fazendo a minha caminhada diária pelas ruas de São Paulo, passei em frente ao Fórum de Santana, como todos os dias eu faço. Porém algo diferente ocorria por lá. Havia jornalistas, velho, menino, cachorro... Toda São Paulo estava lá. Sem entender o que estava acontecendo, indaguei a uma senhora o porquê de tudo aquilo e ela me respondeu com um tom de indignação: “Eu não acredito que a senhora não saiba que hoje é o dia do julgamento da menina Isabela e que esse está ocorrendo aqui!”
Pois é, desligada como sempre, esqueci do caso do ano. O da jovem Isabela, que aos 5 anos foi defenestrada do edifício onde seu pai morava. Esse que, junto à madastra da jovem, eram os principais suspeitos.
Também, com todas as evidências apresentadas pela perícia, era difícil acreditar em uma terceira pessoa. Porém o que mais me aterrorizou nesse caso foi a questão de o assassino ser o próprio pai! Como ele pode fazer isso com a sua única filha? Essa era a pergunta de muitos presentes naquela rua, não só nela, mas de todo o Brasil.
Curiosa para saber do desfecho daquele caso e com medo de levar outra resposta indignada, montei acampamento no Fórum. Não só eu, mas umas 5.947.891... pessoas.
Como qualquer bom brasileiro, levei a minha “mini” televisão. Lá acompanhava tudo, até a frieza que aquele “pai” tinha em seus depoimentos. Ele parecia ter desculpa para tudo e quando não tinha utilizava a frase da moda: “Não me recordo”. Uma expressão muito comum na política atual e que está me levando a crer que o país está tendo uma crise de amnésia. Por incrível que pareça, só ocorre no momento que a pessoa está sendo investigada ou julgada.
Após dias acampada, o julgamento chega ao fim. Fogos são lançados e a alegria de justiça feita, milagrosamente rápida comparada a outros casos, atinge a todos, menos ao advogado dos Nardoni. Esse que acabara de anunciar em público que irá recorrer à decisão. Só não sei com qual desculpa, pois com as evidências periciais, só admitindo que o pai é o culpado.
Beatriz da Silva M. Cavalcanti
(CALL 1º e 2º anos, terça-feira, sala 9)
DE ONDE VEM A POBREZA?

No mundo no qual vivemos, movido pelos ideais capitalistas, existe muita desigualdade social. Na lógica do capitalismo, o lucro de um é obtido em cima da exploração do outro. Enquanto uns morrem de fome, outros se deliciam em grandes banquetes. Não é raro encontrar pessoas que moram nas ruas, que não têm o que vestir ou o que comer.
O Brasil não é um país pobre, no entanto é um país desigual. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), são 56, 9 milhões de pobres no Brasil, sendo 24, 7 milhões na extrema pobreza. A pobreza existe quando uma parcela da população não consegue gerar renda suficiente para ter acesso aos recursos básicos, tais como água, saúde, educação, moradia, renda e cidadania. Além da má distribuição de renda, outro fator de desigualdade é a educação (uma vez que sem ela os indivíduos ficam vulneráveis no mercado de trabalho, que necessita de profissionais cada vez mais qualificados). A desigualdade agravada pelo frágil sistema educacional é ampliada pelo mercado de trabalho altamente tecnológico.
Acabar com a pobreza em um país "rico" com grande número de pobres requer poucos recursos. Baseando-se nas informações do IPEA, para erradicar a pobreza seriam necessários 5% da renda do país redistribuídos à população carente. Já para erradicar a extrema pobreza brasileira é preciso redistribuir pouco menos de 1% da renda do Brasil. Investir na educação básica é um outro passo a ser dado na tentativa de acabar com a pobreza, tornando os indivíduos aptos a competir no mercado de trabalho.
Milena Ferreira
(CALL 1º e 2º anos, terça-feira, sala 9)
terça-feira, 8 de junho de 2010
O HOMEM AINDA NÃO VIROU DEUS

Nesta quinta-feira, 20 de maio de 2010, a imprensa divulgou um fato inédito: foi produzido o primeiro ser vivo em um laboratório. J. Craig Venter, em seu instituto, deu origem a Cinthia, uma célula controlada por genoma sintético. "O homem criou a vida", segundo a revista britânica The Economist. Mas até que ponto essa afirmação é verdadeira? Os cientistas realmente conseguiram produzir uma vida? Precisamos entender, com clareza, o que foi criado para não sermos enganados.
O genoma é composto por sequências de DNA. Cada DNA é formado por moléculas. São elas T (timina), A (adenina), C (citosina) e G (guanina). Essas moléculas, quando se combinam, determinam as características do organismo. Para "produzir o primeiro ser vivo", os cientistas isolaram o DNA da bactéria Micoplasma. Logo após, estudando minuciosamente cada informação contida, guardaram os dados em um computador. Então retiraram algumas sequências do DNA estudado e mudaram sua ordem. Foi praticamente isso que os cientistas fizeram. Mudaram a ordem de um DNA e criaram sua própria sequência. Depois, pegaram outra bactéria Micoplasma e, tirando seu genoma, esvaziaram a célula. Sobrou, dessa forma, apenas uma "carcaça" onde o DNA criado pelos cientistas foi introduzido. A célula esvaziada, portanto, começou a ser controlaa pelo genoma modificado em um laboratório.
É divulgado em jornais e revistas que se trata de uma célula totalmente artificial. Estamos sendo iludidos pela mídia. Apenas o genoma dessa célula é artificial. As outras partes são compostas por elementos já existentes na natureza. Uma nova sequência de DNA não é algo vivo, não pode ser considerado uma vida.
Não acredite tão facilmente no que está sendo publicado. As informações precisam ser esclarecidas.
Priscyla Cristini Gomes Paiva
(CALL 1º e 2º anos, quinta-feira, sala 9)

